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segunda-feira, maio 09, 2016

Por quê usuários não podem presidir o Conselho de Saúde?

Da esquerda para direita: padre Egídio (primeiro-secretário), Dalmo (vice-presidente),
Carol Vieira (segunda-secretária), Jailson (presidente)


Mesmo se tratando de um colegiado onde dois terços de sua composição é de representantes de usuários do SUS, o Conselho Municipal de Saúde de João Pessoa (CMS-JP) possui um tabu que impede que membros desse segmento ocupem sua presidência. O bloqueio foi registrado mais uma vez no último dia 5, no auditório do Sindicato dos Telefônicos (Sinttel), quando ocorreu a seleção pública para os novos membros do órgão, sendo escolhido para presidente Jailson Sousa, representante do Sindicato dos Farmacêuticos.

quarta-feira, junho 10, 2015

Secretários municipais de saúde do Norte-Nordeste avaliam relação da mídia com o SUS


Luiz Henrique: de volta à PB para oficina sobre SUS e mídia | Fotos: Mirson Ribeiro
Porque a mídia convencional prioriza pautas no noticiário que depreciam o Sistema Único de Saúde (SUS)? Quem financia as empresas de comunicação e a imprensa empresarial nessa campanha de desqualificação? Essas duas questões nortearam a oficina “Mídia & SUS” ministrada pelo jornalista Luiz Henrique da Silva, assessor do Conselho Nacional de Saúde (CNS), ocorrida na manhã desta terça-feira, 09, durante o 3º Congresso Norte-Nordeste de Secretarias de Saúde, que vai até sexta-feira, 12, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB).
Na plateia, secretários municipais de saúde como Katiane Pires Queiroga, de Belém de Caiçara (PB), que fez um depoimento pessoal sobre como a realidade na saúde pública daquele município paraibano mudou depois que ela conseguiu contratar três médicos cubanos, vinculados ao programa federal Mais Médicos. “Eu mesma sempre me consulto com uma das médicas e nem uso mais meu plano de saúde privado”, garante.
Oficina fez exercícios de leitura crítica da mídia

Um dos exercícios propostos pelo facilitador foi a leitura de jornais impressos do dia para identificar matérias com o tema saúde. Luiz Henrique distribuiu com os participantes edições do dia do Correio da Paraíba, Jornal da Paraíba, Folha de S. Paulo e AgoraPE. “Analisem as matérias criticamente. Vejam se as matérias citam o SUS. Analisem também a parte publicitária, se tem propaganda de planos de saúde etc.”, orientou o especialista, que cursou parte da graduação em Jornalismo na UFPB.
Os secretários de saúde reportaram, durante a oficina, que os setores que mais atacam a gestão do SUS, especialmente, nos pequenos e médios municípios, são grupos de mídia comandados por facções políticas que fazem oposição à gestão atual.
Luiz Henrique disse ainda que atualmente há investimento de corporações privadas de saúde na grande mídia nacional no sentido de desqualificar o SUS. “A ideia é desinstitucionalizar o SUS, abrindo caminho para privatizações”, diz. Para ele, a mídia tem funcionado como uma espécie de “chave” que a população é induzida a usar para tentar abrir as portas do SUS. “Acontece que essas portas estão sempre abertas e que, portanto, essa chave é desnecessária. Tudo não passa de armação”, comenta.
A oficina discutiu também o comportamento do Congresso Nacional que atualmente discute pautas prejudiciais ao SUS, que retiram direitos do trabalhadores da saúde e que facilitam a privatização da saúde pública brasileira.


quarta-feira, setembro 28, 2011

Primavera da Saúde deixa Brasília mais perfumada

Manifestação ocorreu ontem em Brasília (Foto: Jurema Werneck)

Centenas de manifestantes tomaram as avenidas pincipais do Plano Piloto de Brasília, na região da Esplanada dos Ministérios, para um protesto diferente em defesa do SUS. O evento foi organizado pelo Conselho Nacional de Saúde, com apoio do CONASEMS, da CUT, e de várias entidades não-governamentais. Veja abaixo algumas imagens da manifestação e o manifesto divulgado pelos organizadores do ato.
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O direito universal à saúde nem foi sempre uma realidade para os brasileiros. Esse direito, tão caro ao desenvolvimento e à promoção da justiça social em nosso país, foi conquistado através da LUTA de sindicatos, movimentos populares e sociais, gestores e profissionais de saúde, estudantes, igrejas, universidades e partidos políticos unidos em uma ferrenha defesa da vida, da dignidade humana e da democracia.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é produto desta luta de um povo que buscava redemocratizar seu país e garantir sua cidadania. A conquista do Sistema Único de Saúde na Constituição de 1988 criou as condições para a instalação da maior política social já vista na história deste país, porém nos anos que se seguiram à sua promulgação seguiu-se uma luta ainda mais dura: transformar o sonho de um sistema de saúde universal, integral, equânime e democrático em realidade. Interesses privados contrários a efetivação do SUS, competição com os planos de saúde, escassez de profissionais qualificados, insuficiência da rede de serviços assistenciais são apenas algumas das dificuldades encaradas ao longo dos últimos anos por aqueles que têm lutado pela efetivação do direito à saúde. No entanto, nenhum problema parece tão agudo para a implementação do SUS quanto as limitações impostas pelo sub-financiamento do sistema. Mesmo nas localidades onde a implementação do SUS conseguiu alcançar mais avanços, a falta de recursos financeiros impede a efetivação plena do direito à saúde, tão duramente conquistado. A regulamentação da Emenda Constitucional 29 permanece até os dias atuais como questão em aberto e em disputa. E é justamente em torno desta disputa que vê-se surgir uma faísca, e desta faísca uma nova chama que venha mais uma vez na história incendiar os movimentos sociais e movimentos populares na luta por direitos, pelo reconhecimento de cada brasileiro e brasileira como cidadão e cidadã, na efetivação do direito à defesa de sua vida, do direito à saúde.
A faísca foi lançada há alguns meses no congresso do CONASEMS onde se propôs um ato em defesa de uma regulamentação da emenda 29 que trouxesse efetivamente mais recursos para a saúde e no último dia 24 de agosto a faísca se fez chamas com um Ato Público que reuniu centenas de pessoas que tomaram o espaço do Congresso Nacional, a atenção dos parlamentares, e espaço da mídia, alcançando visibilidade nacional.
Incendiados pela força de mudança que mais uma vez se mostra viva, movimentos e entidades que lutam pelo direito à saúde e defendem o SUS, inspirados pelas várias primaveras revolucionárias de nossa história, anunciam a Primavera da Saúde” – uma grande jornada de lutas e mobilizações em defesa da saúde pública brasileira, que alcance os quatro cantos do Brasil e produza a virada necessária para tornar a saúde um direito efetivo para todo cidadão e toda cidadã brasileiros. Vamos incendiar corações e mentes em defesa do direito à saúde, vamos fortalecer o movimento por uma da regulamentação da EC29 que efetivamente traga os recursos necessários ao pleno desenvolvimento do SUS. Com as flores da mudança na mente, vamos produzir a Primavera na Saúde com a qual sonhamos e pela qual lutamos! Com a história na mão vamos embora fazer acontecer: a hora é agora, saúde prioridade para o Brasil!
A primeira atividade da jornada de mobilização da Primavera da Saúde” será a realização de um abraço ao Palácio do Planalto, previsto para o próximo dia 27 de setembro, onde os militantes do SUS presentearão com flores a presidenta Dilma, numa demonstração de que ela terá todo o apoio da sociedade e dos movimentos e entidades que lutam em defesa do SUS para cumprir o seu compromisso de campanha, registrado no programa de governo protocolado no TSE e reafirmado em seu discurso de posse, e regulamentar a emenda 29. Sabemos que está em disputa se a regulamentação de EC29 vai trazer ou não mais recursos para a saúde e precisamos mostrar a todos os atores do cenário político que para garantirmos o direito à saúde são indispensáveis mais recursos.
Estão previstas várias outras atividades para a Primavera da Saúde” , incluindo atos públicos nas conferências estaduais de saúde para sensibilização dos governadores estaduais. Todas as entidades e movimentos são convidados a participar das atividades e a propor atividades novas. Para mais informações e novas adesões, favor entrar em contato no e-mail: primaveradasaude@gmail.com. A lista de emails para as entidades se organizarem e dialogarem é primavera-da-saude@googlegroups.com.
Primavera da Saúde – Semeando lutas para o florescimento do SUS
Abraçar a Saúde: Nessa Luta eu vou!
Flores e indignação marcaram a manifestação em defesa do SUS neste dia 27 de setembro na Capital Federal.

terça-feira, setembro 20, 2011

Saúde negra discutida em SP

Professor Eduardo: protagonista (Foto: Dalmo Oliveira)
Com a aproximação da 14ª Conferência Nacional de Saúde, no final de novembro em Brasília, os movimentos sociais negros e as redes de controle social, começam a afinar seus discursos para apresentação das demandas relacionadas às políticas públicas para saúde da população negra.


Nesta perspectiva, cerca de 50 ativistas de todo Brasil se encontram em São Paulo (SP) até a quinta, 22, num evento preparatório para a referida conferência. Hoje ocorreu discussão sobre financiamento do SUS. No período da tarde, os participantes foram divididos em grupos, onde será discutido racismo institucional, marcos regulatórios, acolhimento e humanização.


Pela manhã, o evento recebeu a visita de Eduardo Ferreira de Oliveira, o primeiro vereador negro da cidade de São Paulo, eleito em 1963. Ele também é o autor do Hino da Negritude e se diz prejudicado em sua cidadania por conta do golpe de 1964."Nossa lutas são sempre longas, amargas e difíceis, mas são lutas de glória", disse Oliveira, hoje bem disposto aos 86 anos.