terça-feira, setembro 11, 2007

Seminário discute importância da cobertura de ciência e tecnologia na mídia regional
















O jornalista Dalmo Oliveira vai falar sobre jornalismo científico
na comunicação corporativa


Jornalismo científico na mídia regional é o tema central do seminário que acontece na próxima quarta – feira, 12 de setembro, a partir das 15 horas, no auditório da Embrapa Algodão, no bairro do Centenário, em Campina Grande. O evento tem o apoio da Embrapa e da Universidade Estadual da Paraíba.
Três painelistas abordarão temas relacionados à questão: o primeiro deles será o professor Cidoval Sousa (UEPB), que vai falar sobre “Educação & Divulgação científica”. Em seguida é a vez do professor Luíz Custódio (UEPB), que vai discorrer sobre “Mídia regional e notícia rural”. Para finalizar, o jornalista Dalmo Oliveira (Embrapa) apresenta considerações sobre o “Jornalismo científico na Comunicação empresarial”.
“Cada vez mais a mídia regional vê crescer sua importância no âmbito da comunicação social. Campina Grande é um exemplo rico dessa realidade, onde veículos locais e jornalistas formados na própria cidade assumiram há um bom tempo esse papel de protagonistas da divulgação midiática”, diz Dalmo Oliveira, assessor de comunicação da Embrapa e diretor do sindicato dos jornalistas no Estado.
Ele ressalta que o jornalismo científico e a divulgação de ciências na mídia regional ainda acontece de forma espontânea e pouco sistemática. “Esse tipo de cobertura precisa ser profissionalizada nos veículos locais já que Campina Grande é, inegavelmente, um pólo reconhecido de produção científica e tecnológica”, afirma.

domingo, setembro 02, 2007

Seminário vai discutir assédios na categoria






Um dos problemas mais sérios que afeta a categoria dos jornalistas profissionais será tema do primeiro evento de uma série promovida pelo Movimento Novos Rumos: as diversas modalidades de assédio enfrentadas diariamente por esses profissionais nos seus locais de trabalho ou no exercício da profissão.
Para discutir com profundidade o assunto, acontece no próximo dia 10 de setembro, a partir das 20 horas, no auditório da Associação Paraibana de Imprensa (API), o seminário “Assédios da mídia”. Os organizadores do evento convidaram três especialistas no assunto que vão abordar os diversos aspectos da questão.
A feminista Estelizabel Bezerra vai abordar o tema “Relações de gênero & jornalismo”; o professor do curso de Jornalismo da UFPB, Wellignton Pereira, fará palestra sobre “Assédio moral: as fontes da humilhação” e o jurista Alexandre Guedes, da comissão estadual de Direitos Humanos, falará sobre “Os assédios no prisma dos direitos humanos”.
“O evento pretende, fundamentalmente, abrir uma discussão na categoria sobre as pressões emocionais e psicológicas que o trabalhador do jornalismo na Paraíba enfrenta no exercício profissional, seja nas relações trabalhistas nas redações ou no cotidiano da profissão quando esse profissional se depara com autoridades despreparadas”, diz Dalmo Oliveira, um dos organizadores do evento.
“Sabemos de relatos de humilhação, de assédio moral e sexual, de pressão psicológica e outras formas de desmoralização do jornalista, praticados dentro e fora das redações. Queremos enfrentar o problema de frente, com base científica e sociológica, entendo que essa é uma questão que assola todos os trabalhadores”, acrescenta Oliveira.
Ele diz que o exercício profissional do jornalismo é uma atividade, por si só, estressante e repleta de exigências morais e de comportamento. “Os jornalistas trabalham com prazos curtos, com cobranças rígidas de tempo e de precisão. A profissão faz o trabalhador lidar cotidianamente com autoridades, representantes públicos, e outros públicos, o que coloca o jornalista em rota de colisão com interesses sociais e econômicos diversos”, comenta.
“Fora toda essa pressão característica da profissão, o jornalistas ainda enfrenta dentro das redações os assédios dos colegas, dos chefes, dos superiores, dos empresários. Há casos em que as pessoas simplesmente desistiram da profissão e mudaram de atividade. É uma profissão que exige características subjetivas como ‘boa aparência’ e alta performance em aspectos como dicção, articulação das idéias, pro-atividade e protagonismo”, diz Dalmo.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Eleição da Fenaj mostrou desinteresse de jornalistas pelo sindicalismo na PB




Jornalista deposita cédula na última eleição da Fenaj (Foto: Fabiana Veloso)





A última eleição da Fenaj na Paraíba deixou várias lições, porém a mais preocupante diz respeito à representatividade do nosso sindicato. Dos 979 sócios, filiados à entidade, foi constituído um “colégio eleitoral” de apenas 204 jornalistas aptos ao voto. Destes, só 159 pessoas compareceram às urnas. Em Campina Grande foram só 35 votantes! O que dizem esses números (oficiais da apuração da própria Fenaj)? Eles revelam que pouco mais de 20% dos jornalistas filiados ao sindicato capitaneado por Land Seixas, Edson Veber e Lúcia Figueiredo (eleitos pela chapa 1 na Fenaj) mantém atualizada sua situação com a tesouraria da entidade (aos cuidados de Marcos da Paz). Ou seja, mais de 80% dos jornalistas profissionais paraibanos, filiados ao sindicato, não demonstram qualquer interesse em quem vai estar ou deixar de estar na direção da principal entidade nacional representativa dessa categoria.
As causas da inaptidão para a votação e do desinteresse pela vida sindical tem origens diversas. A maioria dos filiados não consegue participar das eleições sindicais simplesmente porque jamais conseguiram quitar o débito de mensalidades, que hoje é de R$ 18,00 por mês. Não que sejamos uma categoria de velhacos inadimplentes. O fato é que nos últimos dez anos o sindicato não conseguiu desenvolver um modelo de cobrança e arrecadação eficiente. Essa é a causa administrativa. O desinteresse se dá porque a maioria não confia mais na direção do sindicato. Essa é a causa política e mais grave!
Para quem trabalha com carteira assinada nas grandes empresas (Tvs, rádios, O Norte, Correio, Sistema Paraíba) ou em alguns órgãos do serviço público estadual ou municipal e que autorizou o desconto sindical em folha, não existe muita dificuldade para manter-se adimplente com a entidade. Mas para todos os demais filiados que estejam fora do mercado tradicional de jornalismo, pagar as mensalidades tornou-se uma verdadeira missão impossível.
A primeira dificuldade é encontrar a sede do sindicato aberta. O segundo desafio é marcar horário com o presidente Land Seixas ou com o tesoureiro. A situação é tão esdrúxula que até os componentes da atual diretoria estão devendo ao sindicato. Dá pra imaginar um quadro desses... Eu mesmo só consegui quitar minha situação no dia da eleição, preenchendo o cheque n° 900245 da Caixa Econômica, no valor de R$ 150,00, referente a cerca de dez meses de inadimplência. Outros diretores sequer votaram porque continuam devendo.
Manter parte dos filiados inadimplente não é apenas desleixo e inaptidão administrativa da direção do sindicato. É, mais que isso, uma manobra estratégica de Land e seus asseclas para manter possíveis adversários sem condições de participar da vida sindical.
É com esse tipo de mentalidade e com esse modelo de sindicalismo que estamos lidando. Um modelo que prefere arruinar as finanças da entidade para garantir uma hegemonia maquiada e anti-democrática. Na maioria das vezes (nas eleições) a situação de inadimplência se transforma em arma de cooptação dos jornalistas “desgarrados”. Funciona mais ou menos assim: “Liquidamos teus débitos e você vota na gente...”. Se o conselho fiscal da entidade fizesse uma auditoria independente poderia achar um certo descompasso entre a receita de entrada de caixa e a lista de sócios inadimplentes no balancete de julho.
Assim, para Land é cômodo que mais de 80% dos filiados estejam em débito com o “nosso” sindicato. É cômodo também para aqueles que passam o ano inteiro sem contribuir e nas vésperas da eleição recebem o “perdão” da dívida contributiva ou facilidades para quitar os débitos.
Em toda essa trama, há um fato que não se comenta muito e o que mais me deixa preocupado: é que o número de jornalistas paraibanos não filiados ao sindicato pode ser até duas vezes maior que o de colegas sindicalizados. Ou alguém lembra quando foi a última grande campanha de filiação desencadeada por nossos gloriosos sindicalistas?
Digo campanha mesmo, com cartazes, e-mails etc. Pois essa mensagem vai servir para isso. Uma campanha de filiação em massa dos jornalistas que atuam na Paraíba. Se você possui registro profissional, procure o sindicato e se filie. Ligue para Land. O celular dele é o 9979.20 46. E diga: “Estou seguindo o conselho de Dalmo e quero me filiar para votar contra você na próxima eleição!”. Em anexo te mando o modelo de ficha de filiação. É só preencher, imprimir, assinar e entregar.
E para os que estão devendo ao sindicato e não sabem como pagar, outra dica: deposite R$ 18,00 por mês na CAIXA ECONÔMICA, conta 63909, agência 0036. Depois é só mandar um fax do comprovante para o Fone/Fax: (83) 3222-5632, ou uma xerox para: Rua Índio Pirajibe, 98 - 1º andar – Centro - CEP:58011-200 - João Pessoa/PB. Se o fax tiver quebrado ou sem papel você ainda pode escanear o comprovante e mandar para o email .
E vamos acabar de vez com essa história de "sindicato dos jornalistas amigos de Land Seixas".

quinta-feira, julho 26, 2007

Portadores de anemia falciforme reestruturam associação na Paraíba














Portadores de anemia falciforme reestruturam associação na Paraíba
*por Dalmo Oliveira


Pessoas com a doença falciforme, familiares, médicos e outros profissionais de saúde realizam neste sábado, 28, a partir das 9h, no auditório principal do Hospital Universitário da UFPB, em João Pessoa, assembléia geral da Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias (ASPPAH), para eleição da nova coordenação executiva e aprovação da reformulação do estatuto social da entidade.
“Estamos promovendo uma adequação do estatuto à nova legislação que regulamenta esse tipo de organização civil. Um dos pontos interessantes é o fim do modelo presidencialista, substituído pelo colegiado, ampliando a democratização na gestão da entidade”, diz o jornalista Dalmo Oliveira, componente da nova diretoria.
Em toda Paraíba a ASPPAH estima que algo em torno de 3% da população portadora da doença ou do traço falcêmico. “A diferença é que as pessoas com o traço não manifestam os sintomas da doença, mas podem gerar filhos doentes se reproduzirem com outras pessoas que também tenham o traço da anemia falciforme”, explica Marcelo Cidalina, outro membro da associação.
Entre os médicos que se dedicam ao problema na capital paraibana destaca-se o hematologista Alexandre Magno Pimentel que vem desenvolvendo há mais de dez anos ações de diagnóstico e tratamento a partir do laboratório de hematologia do Hospital Universitário da UFPB. Ele é membro do conselho técnico da ASPPAH e diz que uma das tarefas imediatas da associação deverá ser o de gestão junto aos órgãos dos governos municipais e estadual para implantação na rede pública da segunda etapa do teste do pezinho para recém-nascidos. “O diagnóstico precoce é a principal arma contra a doença que provoca alto índice de mortandade nos primeiros anos de vida”, revela Alexandre.
A idéia da associação é divulgar o problema junto à população, mobilizar os órgãos públicos e profissionais de saúde e apoiar os portadores desse mal que na Paraíba ataca boa parte da população, notadamente aquela com herança genética africana. “Queremos integrar a Paraíba no esforço pela implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Pessoa com Doença Falciforme, já assegurada pelo Ministério da Saúde”, diz Dalmo.
Os membros da ASPPAH dizem que a elaboração de ações de fomento à atenção integral às pessoas com doença falciforme só será possível com políticas públicas voltadas para a organização do serviço de saúde prestado aos pacientes dessa patologia. “A necessidade de uma política de atenção integral à pessoa com doença falciforme se faz urgente no Brasil através de uma discussão ampla e aberta sobre redução dos riscos à saúde ligados a desigualdades étnicas, regionais e sociais. É preciso desenvolver ações para resgatar a identidade e a auto-estima das pessoas com essa doença”, acrescenta Oliveira.

O que é anemia falciforme?

A Anemia Falciforme tem origem desconhecida, mas provavelmente desenvolveu-se na África, há milhões de anos atrás. As evidências levam a crer que a doença surgiu como autodefesa do organismo humano para se proteger da malária, doença comum e muito séria nas regiões de clima quente. É uma doença genética e hereditária, causada por uma anomalia da hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue. A hemoglobina é a responsável pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-o para os tecidos. A falcemia faz com que os glóbulos vermelhos percam a forma discóide original, enrijecendo-os e dando-lhes um formato de “foice”, daí a denominação "falciforme".
A forma comum da Anemia Falciforme (Hbss) acontece quando uma criança herda um gene da hemoglobina falciforme da mãe e outro do pai. É necessário que cada um dos pais tenha pelo menos um gene falciforme, o que significa que cada um é portador de um gene da hemoglobina falciforme e um gene da hemoglobina normal.
Quando duas pessoas portadoras do traço falciforme resolvem ter filhos, é importante que saibam que para cada gestação há a possibilidade, na razão de um para quatro, de que a criança tenha doença falciforme. Esse mesmo casal poderá gerar até 50% de sua prole transmitindo-lhe o traço da falcemia. As chances de gerarem crianças com hemoglobina normal é de um em quatro.
No Brasil estima-se que em cada grupo de 100 pessoas 3 sejam portadoras do traço de Anemia Falciforme. Um em cada 500 negros brasileiros nasce com uma forma da doença. Outras denominações são: anemia por hemácias falciformes, anemia de células falciformes, drepanocitosis, anemia drepanocítica, falcemia e hemoglobinopatias SS e SC, em referência específica para ambas as formas genéticas.
Embora haja uma maior incidência na raça negra, os brancos, particularmente os que são provenientes do mediterrâneo (Grécia, Itália, etc.) Oriente médio, Índia, também desenvolveram a mutação no gene da hemoglobina e apresentam a doença.



Reprodução humana

A Anemia Falciforme não deve ser confundida com o traço falciforme. Possuir o traço falciforme significa que a pessoa é apenas portadora da doença, o que possibilita uma vida social normal. Como a condição de portador do traço falciforme é um estado benigno, muitas pessoas não estão cientes de que o possuem. A falcemia transformou-se na atualidade num importante problema de saúde publica, nos países onde o número de portadores é expressivo, como no Brasil. Diante deste quadro é possível deduzir que a miscigenação racial existente no Brasil está gerando a continuidade desta anemia.
“Talvez não seja exatamente a miscigenação racial a grande responsável pelo alastramento do problema no país, mas a falta de uma cultura médica a respeito da falcemia. No sistema público de saúde não se vê qualquer campanha de esclarecimento para a população. No interior do país ainda é possível encontrar profissionais de saúde que desconhecem o problema ou tem pouquíssima informação a esse respeito”, comenta Dalmo.
Como a doença ataca mais severamente as crianças ainda no primeiro ano de vida, é bastante comum o caso de óbitos sem que a causa real tenha sido detectada. Geralmente é durante a segunda metade do primeiro ano de vida de uma criança que aparecem os primeiros sintomas da doença.
Os interessados em maiores informações podem ligar para o telefone (83) 9154.1535 ou escrever um correio eletrônico para o endereço asppah@gmail.com.

sexta-feira, julho 06, 2007

Diretor geral da FAO diz que combate à fome precisa de apoio popular














Diretor geral da FAO diz que combate à fome
precisa de apoio popular


Dalmo Oliveira, de Fortaleza - O diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Jacques Diouf, considera que apenas programas governamentais, como o Fome Zero, não são suficientes para resolver a problemática da fome no Brasil. “É necessário que ocorra posteriormente um amplo apoio popular no combate á fome e à insegurança alimentar. Os programas governamentais são parciais e não alcançam toda a população”, disse Diouf durante entrevista coletiva com a imprensa no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza.
O senegalês veio ao Brasil para especialmente para fazer uma palestra especial dentro da programação da terceira Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Ele disse ainda que o combate à fome precisa avançar para além de uma estratégica política ou eleitoral.
Sobre a questão da bioenergia, Jacques Diouf considera que o Brasil é o único país com as melhores condições e disponibilidade de recursos naturais para desenvolver um programa de bioenergia com vista a oferecer alternativa à demanda mundial por combustíveis, mas precisa equacionar essa questão com a da produção de alimentos. “Os países desenvolvidos só tem capacidade de prover alimentos para apenas dois por cento de suas populações. É preciso que sejam desenvolvidas políticas que garantam as sustentabilidade da produção sem afetar a garantia de produção de produtos agrícolas alimentares”.
O diretor da FAO disse também que é preciso que seja avaliada a relação entre o preço do petróleo e o custo da produção de biocombustíveis, para se definir políticas de incentivo ao cultivo para o programa nacional de biodiesel.
Outro tema abordado pelos jornalistas na entrevista foi a questão da água. Diouf se reportou à problemática do acesso à água. “Sem água não há solução. Se como mais água que se bebe, levando em conta serem necessários de mil a dois mil litros de de água para se produzir um quilo de grão e até 13 mil litros de água para a produção de um quilo de carne”, avalia. Outro ponto se refere ao consumo. “Na cidade cada pessoa consome até 200 litros por dia, enquanto que nas zonas rurais o consumo médio é de 50 litros”, comenta.