sexta-feira, julho 06, 2007

Diretor geral da FAO diz que combate à fome precisa de apoio popular














Diretor geral da FAO diz que combate à fome
precisa de apoio popular


Dalmo Oliveira, de Fortaleza - O diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Jacques Diouf, considera que apenas programas governamentais, como o Fome Zero, não são suficientes para resolver a problemática da fome no Brasil. “É necessário que ocorra posteriormente um amplo apoio popular no combate á fome e à insegurança alimentar. Os programas governamentais são parciais e não alcançam toda a população”, disse Diouf durante entrevista coletiva com a imprensa no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza.
O senegalês veio ao Brasil para especialmente para fazer uma palestra especial dentro da programação da terceira Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Ele disse ainda que o combate à fome precisa avançar para além de uma estratégica política ou eleitoral.
Sobre a questão da bioenergia, Jacques Diouf considera que o Brasil é o único país com as melhores condições e disponibilidade de recursos naturais para desenvolver um programa de bioenergia com vista a oferecer alternativa à demanda mundial por combustíveis, mas precisa equacionar essa questão com a da produção de alimentos. “Os países desenvolvidos só tem capacidade de prover alimentos para apenas dois por cento de suas populações. É preciso que sejam desenvolvidas políticas que garantam as sustentabilidade da produção sem afetar a garantia de produção de produtos agrícolas alimentares”.
O diretor da FAO disse também que é preciso que seja avaliada a relação entre o preço do petróleo e o custo da produção de biocombustíveis, para se definir políticas de incentivo ao cultivo para o programa nacional de biodiesel.
Outro tema abordado pelos jornalistas na entrevista foi a questão da água. Diouf se reportou à problemática do acesso à água. “Sem água não há solução. Se como mais água que se bebe, levando em conta serem necessários de mil a dois mil litros de de água para se produzir um quilo de grão e até 13 mil litros de água para a produção de um quilo de carne”, avalia. Outro ponto se refere ao consumo. “Na cidade cada pessoa consome até 200 litros por dia, enquanto que nas zonas rurais o consumo médio é de 50 litros”, comenta.

quinta-feira, julho 05, 2007















Comunidades tradicionais exigem mais espaço em órgãos municipais e estaduais


Dalmo Oliveira, de Fortaleza – Representantes das chamadas comunidades tradicionais (índios, quilombolas, religiosos de matriz africana, lideranças do movimento negro, ribeirinhos, caboclos e outros) realizaram reunião ontem à tarde para redefinir estratégias de intervenção na III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que se encerra hoje, 6, no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza. A principal reivindicação do segmento é assegurar a criação de organismos inter-setoriais dentro das secretarias municipais e estaduais que tratam da questão da segurança alimentar e nutricional em todo país.
“Queremos também que cada segmento dos povos e comunidades tradicionais seja citado nominalmente no documento final, para evitar reducionismos, imprecisões e omissões do poder público na atenção especial ao problema da inseguridade alimentar desses grupos específicos”, diz Edgar Moura da organização Agentes de Pastorais Negros (APN).
Os representantes discordaram da retirada do artigo 126, do eixo temático 3 do documento base da Conferência, suprimido no momento da sistematização das proposições tiradas no grupos de discussão ocorrido na quarta-feira. “Precisamos garantir que os organismos estaduais e municipais sejam estruturados de forma a assegurar que estejam presentes nas comunidades e povos tradicionais de maior vulnerabilidade alimentar e nutricional. O objetivo é investigar e reparar a insegurança alimentar histórica que afeta essas populações”, acrescenta Roberto Oliveira, representante do movimento negro cearense.




Diversidade do povo brasileiro presente na Conferência Nacional de Segurança Alimentar em Fortaleza










Diversidade do povo brasileiro presente na Conferência Nacional de Segurança Alimentar em Fortaleza


Dalmo Oliveira, de Fortaleza – Uma das coisas que mais chama a atenção na III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que ocorre até amanhã, 6, no Centro de Convenções do Ceará, é a diversidade étnica e cultural do povo brasileiro, representado pelas quase duas mil pessoas, entre delgados, especialistas, representantes de governos, entidades, conselhos e organizações da sociedade civil, além de convidados internacionais de diversos países.
Dentre eles, os representantes das comunidades tradicionais (negros, quilombolas, religiosos de matriz africana e índios) são os que chamam mais a atenção, com suas vestimentas peculiares, adereços, turbantes e colares. A multiplicidade das raças no evento é uma mostra clara da composição étnica desse país e da clara vocação que temos para a construção de um modelo real de democracia e diálogo interracial.
Esse ano a conferência avançou ao proporcionar a presença organizada de representantes dos povos e comunidades tradicionais brasileiros, escolhidos previamente em cada estado. Dessa forma, índios, negros e outros grupos puderam trazer reivindicações e propostas específicas, a partir de cada realidade, cada região e cada cultura.
Apesar de se tratar de um evento destinado à discussão alimentar, a terceira conferência vai abordar questões relacionadas a várias problemáticas nacionais, como transposição do Rio São Francisco, produção de transgênicos, geração de emprego e renda, merenda escolar, bolsa família, habitação, reforma agrária, agroecologia, biossegurança etc.
Para Maria Noelci Homero, coordenadora técnica da organização de mulheres negras Maria Mulher, de Porto Alegre, o evento deve apontar alternativas para a publicização das tradições alimentares e culinárias afro-brasileiras. “É preciso mostrar a influência da nossa ancestralidade na formação daquilo que chamamos de comida brasileira”, defende.
Grupos de trabalho e oficina estão sendo realizados para discutir questões específicas sobre a segurança alimentar e nutricional. Na abertura do evento, na terça-feira, dia 3, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o percentual de recomposição de 18,25% para o benefício pago pelo Programa Bolsa Família e a ampliação do atendimento da alimentação escolar para estudantes do ensino médio. "Até 2010, vamos acertar com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) a instalação da rede de esgoto e água potável em 90% das comunidades indígenas e em pelo menos metade das terras quilombolas", completou.

Abertura de Conferência é marcada por protestos anti-Lula



















Abertura de Conferência é marcada por protestos anti-Lula


Dalmo Oliveira, de Fortaleza - Servidores do Incra e do Ibama, em greve, realizaram protesto anti-Lula defronte a entrada principal do Centro de Convenções de Fortaleza, no final da tarde desta terça-feira, 3, no bairro Edson Queiroz, momentos antes da abertura da III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O movimento recebeu o apoio de representantes de outros movimentos sociais, como o MST, Movimento dos Atingidos por Barragens e o Fórum Cearense de Mulheres. O protesto chamou a atenção dos delegados presentes ao evento e a comunidade circunvizinha ao centro de convenções.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chegou à cidade por volta das 16h para participar da abertura da terceira conferência. Antes de abrir o evento. Lula reuniu-se com o governador cearense Cid Gomes. Promovido pelo MDS e pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), o evento reunirá, até o próximo sábado (06), cerca de duas mil pessoas, entre especialistas, representantes de governos, entidades, conselhos e organizações da sociedade civil, além de convidados internacionais de diversos países.
A Paraíba será representada por 42 delegados, oriundos de órgãos governamentais e da sociedade civil organizada. Entre as questões trazidas pelos paraibanos para a conferência no Ceará, destaca-se a problemática envolvendo a produção de leite e a distribuição desse alimento para as famílias carentes do estado. A produtividade leiteira paraibana pode estar ameaçada com o avanço dos danos causados pela cochonilha do carmim que destrói as plantas da palma, principal fonte de alimentação dos rebanhos no Cariri e Sertão da Paraíba.

quinta-feira, junho 21, 2007

Jornalistas paraibanos conhecem propostas da chapa 2







Na última segunda-feira, dia 18, Dorgil Marinho, candidato a presidente da Fenaj pela chapa 2 realizou uma maratona de visitas às principais redações de João Pessoa (Paraíba). Ele foi acompanhado por Dalmo Oliveira, diretor de mobilização e direito autoral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba, que apóia a candidatura naquele Estado.
A primeira redação visitada foi a do jornal Correio da Paraíba, onde os jornalistas receberam a visita com bastante simpatia. Ali Dorgil falou dos principais pontos propostos pelo movimento Luta Fenaj. Em seguida os sindicalistas percorreram as redações do Portal e da TV Correio e da rádio 98 FM, todas no mesmo prédio do Sistema Correio de Comunicação.
Na sequência, eles mantiveram contato com jornalistas do jornal e TV O Norte (Associados). Essa redação foi visitada também no período da tarde, quando havia uma maior concentração de profissionais. O candidato foi entrevistado pela jornalista Thais Cirino. Logo depois eles se dirigiram à redação da Rádio Arapuan (uma das mais tradicionais da cidade), onde mantiveram contato com o editor Giovanni Meireles e a produtora Josy Brito. Visitaram no mesmo prédio os estúdios da TV Miramar (TVE), mantendo contato com produtores e apresentadores.
No final da manhã Dorgil Marinho visitou as redações do Jornal da Paraíba e da TV Cabo Branco (afiliada da Globo). No jornal ele foi recebido pela editora Angélica Lúcio e pelo pauteiro Suetoni Souto Maior. Eles questionaram a posição da Fenaj em relação à regulamentação da profissão e exigência do diploma. Marinho falou também com jornalistas na redação da TV Cabo Branco, explicando a importância das eleições e do acompanhamento dos jornalistas sindicalizados ou não.
Depois o candidato esteve na redação do Portal de notícias WSCOM, pioneiro no jornalismo online no Estado. Ali Dorgil foi entrevistado por Onivaldo Junior, que quis saber da importância da Fenaj para os jornalistas da Paraíba.
No período da tarde eles voltaram à Redação de O Norte e em seguida foram à Secom da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Depois de uma rápida panfletagem, partiram para a redação da TV Tambaú (SBT), onde mantiveram contatos com os jornalistas de plantão.
No início da noite a última redação visitada foi a do centenário jornal A União do Governo do Estado. Dorgil falou aos jornalistas e contactou o ex-presidente do Sindicato do Jornalistas da Paraíba, Carlos César, atual editor do tablóide oficial. Ainda em a União o candidato respondeu perguntas dos jornalistas Carlos Cavalcanti e Marcos Lima.
A partir das 19h30, na Associação Paraibana de Imprensa (API), foi iniciada reunião de Dorgil com os apoiadores paraibanos Dalmo Oliveira, Fabiana Veloso, Ricardo Peixoto, Olenildo Nascimento e Elizabeth Guedes. Eles discutiram vários pontos e os próximos passos da campanha no estado. Ficou acertado o planejamento da vinda do candidato a vice-presidente Cristian Góes (SE) e da vice-regional Nordeste, Enoleide Farias (RN), que devem centrar fogo em visitas às redações de Campina Grande (segundo colégio eleitoral do estado).
“Mesmo sem termos representantes na chapa, a passagem do Dorgil aqui foi muito proveitosa e produtiva. Muitos colegas manifestaram satisfação no surgimento de uma oposição para a diretoria da Fenaj, principalmente entre os colegas do Correio e A União”, avalia Dalmo. Para ele o corpo-a-corpo com os jornalistas serve para estreitar os laços de comprometimento dos postulantes à direção da Fenaj com os profissionais nas bases dos estados.
“Particularmente avalio que a vinda de Dorgil serviu ainda para que iniciemos aqui os primeiros movimentos da construção de uma alternativa sindical também para o sindicato da Paraíba, em opção ao grupo que se encastelou na entidade a quase 20 anos. Ninguém agüenta mais o quadro de paralisia e mesmice que assola o sindicato”, diz o sindicalista paraibano. Ele acha que o Movimento Luta Fenaj é o início de uma onda de renovação sindical que pode varrer a organização dos jornalistas por todo o país.
Fabiana Veloso, também diretora do sindicato da Paraíba, diz que depois da passagem de Dorgil pela cidade dá para perceber com mais clareza o clima de insatisfação nas redações com o processo atual de sindicalismo no estado. “A campanha da Fenaj é um termômetro da nossa situação aqui”, avalia. Os diretores do sindicato paraibano que apóiam a chapa 2 comentaram ainda que o que chama a atenção na chapa de oposição é o espírito de solidariedade do grupo e a seriedade com que seus membros assumiram a luta. “A Fenaj e todos os seus sindicatos filiados precisam urgentemente de representantes que estejam sintonizados com as demandas dos jornalistas, atuando mais de perto junto aos movimentos sociais”, defende Dalmo.





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Legendas: Foto 1 - Reunião com jornalistas e apoiadores na API; Foto 2 - Dorgil na redação do Portal Correio
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