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quarta-feira, junho 15, 2016

Ocupação cultura debate abandono de equipamentos comunitários no Geisel

Ativistas comunitários do Bairro Ernesto Geisel, na zona sul da capital paraibana, realizam amanhã, quinta, 16, a partir das 19 horas, mais uma reunião preparatória para o evento #OcupaGeisel. Segundo os organizadores, a ideia é mobilizar a população daquela comunidade para reverter a situação de abandono em que se encontra o Centro Comunitário do bairro, inativo a cerca de três anos por força de uma ação judicial.




“Estamos definindo algumas comissões para planejarmos um mutirão de limpeza do equipamento, a programação do evento, os apoios para sonorização, a mobilização de músicos, artistas, produtores culturais, agentes sociais, associações, clubes de mães e outros segmentos”, informa o jornalista Dalmo Oliveira, que está á frente da organização da ocupação cultural.

O evento está programado para ocorrer na segunda quinzena de julho durante todo um final de semana. O #OcupaGeisel deve oferecer oficinas, palestras, shows musicais, atividades esportivas e de saúde preventiva, palhaços, malabares, exposições artísticas, entre outras atividades.

“O Geisel é um bairro com grande potencial artístico cultural e o Centro Comunitário funciona como potencializador desse movimento. Além disso, percebemos que houve um abandono do Poder Público com nossa comunidade, mesmo em se tratando de um dos bairros com uma das maiores rendas per capita de João Pessoa, e, portanto, relevante quando o assunto é pagamento de impostos”, destaca Dalmo.

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Os ativistas vão aproveitar o evento para discutir também a realização de plebiscito visando a mudança do nome do bairro e a definição de um homenageado da comunidade para dar nome ao viaduto que o Governo do Estado está finalizando na entrada do bairro, na BR 101. "Queremos mostrar à comunidade que Ernesto Geisel foi um ditador cruel, que patrocinou uma série de atrocidades durante o período militar e contribuiu significativamente para o retrocesso democrático do Brasil, e que por esses motivos não merece ter sua memória referendada em nossa comunidade", diz Oliveira.

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