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sexta-feira, novembro 23, 2018

PT PROMOVE SEMINÁRIO PÓS-ELEIÇÕES EM JP

Luiz Couto é um dos palestrantes do evento | Foto: perfil Facebook



O Partido dos Trabalhadores na Paraíba promove, neste sábado, 24, o painel “Um olhar para o Brasil a partir das eleições 2018", a partir das 9h, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba (SINTTEL). Segundo Luzenira Linhares, presidenta do diretório do partido em João Pessoa, “o Seminário discutirá estratégias de resistência e consolidação de uma oposição a partir de 2019”.

segunda-feira, abril 10, 2017

Luzenira vence diretório municipal do PT com apoio de Marcos Henriques

Petista de João Pessoa votaram no Lyceu | Fotos: arquivo do PT no Facebook


por Dalmo Oliveira - O PT de João Pessoa será comandado pela primeira vez por uma mulher, a sindicalista Luzenira Alves. Ela obteve 55% dos votos na votação do PED que ocorreu neste domingo, 9, no Lyceu Paraibano, com 491 votos. Josenilton Feitosa, candidato do grupo de oposição Muda PT, obteve 375 votos. O DIARIOPB traz uma cobertura especial com os repórteres Dalmo Oliveira, João Rafael e Sérgio Ricardo.


quinta-feira, abril 06, 2017

PT paraibano define novas direções municipais neste domingo


Feitosa e Luzenira: O PT vai mudar
O Partido dos Trabalhadores (PT) começa, no próximo domingo, 9, a renovar suas direções municipais com a realização do Processo Eleitoral Direto (PED). Internamente, o partido tenta realizar uma espécie de limpeza em sua estrutura de governança com o surgimento  do movimento Muda PT, que agrega diversas forças e correntes internas unificadas num programa comum mais à esquerda.


Em João Pessoa (PB), a votação do processo eleitoral interno do PT ocorrerá no Lyceu Paraibano, com urnas funcionando a partir das 9 horas. Para o Processo de Eleições Diretas (PED) 2017, todos os filiados e filiadas há mais de 12 meses poderão votar, uma vez que a direção nacional do partido determinou anistia total para quem se encontrava inadimplente com a contribuição partidária.

Para o Diretório Municipal da capital paraibana, a disputa para a presidência do PT está polarizada em duas candidaturas que representam grupos antagônicos que disputam o domínio político da legenda: representando o segmento que está na situação, foi lançado o nome da sindicalista Luzenira Linhares Alves, que defende as teses e posturas do agrupamento Construindo um Novo Brasil (CNB).

O candidato da oposição, que representa o movimento Muda PT, é o historiador e também sindicalista Josenilton Feitosa da Silva. Fundador do partido na cidade, ex-militante estudantil e profundo conhecedor da história do partido, Feitosa tem o apoio do deputado federal Luiz Couto e dos estaduais Frei Anastácio e Anísio Maia, além da atual vice-presidenta estadual da legenda, Giucélia Figueiredo, entre outras lideranças do partido.

Linhares, por sua vez, é apoiada pelo vereador Marcos Henriques e por setores sindicalistas capitaneados pela CUT-PB. Ela tem como bandeira de luta o ativismo feminista e recebe apoio de figuras de projeção nacional do partido, a exemplo do ex-deputado Rodrigo Soares.

Novo PT
Marenilson
Está em jogo, na disputa do PED esse ano, muito mais que a hegemonia dos diretórios municipais e estadual. A depender dos resultados das urnas, os filiados do PT terão condições reais (ou não) de promover mudanças significativas nos rumos da legenda, que sofreu derrotas eleitorais consideráveis na Paraíba e teve uma Presidenta de República golpeada recentemente por setores mais conservadores da política brasileira.

O movimento Muda PT, cujo candidato a presidente para o diretório estadual é o agrônomo Marenilson Batista, pretende interromper a hegemonia que o CNB mantém no partido desde os primórdios do partido, quando era conhecida apenas por “Articulação”. Incorporando propostas e teses inovadoras, o Muda PT pretende inserir na direção do partido um modelo mais radicalizado do que a postura conservadora e conciliatória preferida pelo CNB.

Apoio aos movimentos grevistas e sociais, mais transparência e horizontalidade na administração do partido, fim das alianças com partidos da Centro-Direita e fortalecimento da base partidária e dos setoriais temáticos são alguns pontos que estão nas cartas-programa e teses do agrupamento Muda PT, defendidas, intransigentemente, por Feitosa e Marenilson.

Último PED
O PED é um processo feito de etapas, que tem como outra finalidade tirar delegados regionais que participarão e votarão decisivamente no Congresso Nacional do PT, que deve ocorrer no mês de agosto em São Paulo (SP). Correntes internas como Avante, Articulação de Esquerda, Esquerda Popular Socialista, Mensagem ao Partido, Militância Socialista e PT Orgânico compõem o Muda PT na Paraíba e também apoiam Josenilton Feitosa para o diretório de João Pessoa.

O bloco Muda PT pretende mobilizar cerca de 400 delegados ao próximo congresso estadual da legenda, que ocorrerá em João Pessoa entre 5 e 7 de maio. A meta principal do bloco é reconectar a direção partidária com a base do partido em todas as instâncias. Segundo Feitosa, a atual gestão estadual, sob a coordenação do professor universitário Charlinton Machado, incorreu em erros graves na condução do partido, como falta de transparência e centralização excessiva por alguns membros do diretório estadual. Ligado à CNB, Machado amargou uma derrota sofrível nas urnas, ano passado, ao se candidatar a prefeito da capital paraibana. Para sua sucessão, Charliton está apoiando o atual secretário de organização do partido, Jacson Macedo.

O Muda PT pretende ganhar o PED defendendo ainda mudanças substantivas no controle ético de filiados, especialmente daqueles que possuam mandatos eletivos e é totalmente refratário a qualquer tipo de composição política com partidos conservadores que contribuíram para o impeachment da Presidenta Dilma.

O agrupamento de tendências deverá reforçar a ideia de criação de mecanismos de controle social interna no partido para evitar que dirigentes tomem decisões importantes isoladamente sem o aval da base de filiados. O Muda PT apóia a indicação do senador Lindbergh Farias à presidência do Diretório Nacional.


Caso saia vencedor, o movimento Muda PT promete extinguir o PED. O modelo é considerado por diversos críticos da esquerda petista como um sistema eleitoral que favorece a corrupção interna, a compra de votos, coação de filiados e diversos outros vícios eleitoreiros importados das eleições convencionais. O PED teria sido desenhado ainda para perpetuar no poder as correntes internas do partido que possuam mais cargos eletivos e diretorianos nas diversas instâncias do partido. Segundo estudiosos do processo, o PED dificulta a participação efetiva dos filiados, cria castas de subordinados e dificulta o verdadeiro exercício democrático dentro do PT.

quarta-feira, janeiro 11, 2017

LINDBERGH DEFENDE REQUIÃO PARA SUBSTITUIR CALHEIROS

Plenária atraiu lideranças do PT | Fotos: Dalmo Oliveira



Na visão do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o melhor nome para a presidência do Senado Federal, em substituição a Renan Calheiros (PMDB-AL), é mesmo o de Roberto Requião (PMDB-PR). Defendeu o nome do paranaense durante evento ocorrido na noite desta terça, 10, no Sindicato dos Bancários, em João Pessoa (PB), onde passou alguns dias de férias.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Desaconselhados

Luciano Cartaxo é provável candidato (Foto: onorte.com.br)



Os caciques do diretório petista de João Pessoa voltaram de São Paulo acabrunhados depois que a direção nacional da legenda desaconselhou a permanência do PT pessoense no, assim chamado, “conselho político” do governo municipal. Vai ser preciso esperar até março para ver qual a decisão da legenda em relação à política de alianças partidárias com vistas às eleições municipais de 2012. Enquanto isso, a cadeira do PT-JP no conselho do prefeito Agra fica em stand by. O balde de água fria, por outro lado, serviu de combustível aos setores do Partido dos Trabalhadores na Paraíba que defendem uma candidatura própria e autônoma na eleição vindoura.

Essa disputa intestina no PT paraibano, tem, na verdade, como pano de fundo, as eleições presidenciais de 2014. De qualquer forma, tem sido desgastante, do ponto de vista ideológico, ver aqueles que, dentro do próprio PT, defendem a composição com o PSB, usarem um discurso desqualificante para sua própria legenda. O discurso da inviabilidade da candidatura própria vai de encontro à própria lógica da estratégia parlamentarista, principalmente num partido que, Brasil afora, tem consagrado lideranças de seu quadro nos poderes executivos em prefeituras, governos estaduais e está, há quase dez anos, governando o país.

sexta-feira, maio 28, 2010

O PT da Paraíba é um fenômeno

Recentemente a imprensa paraibana divulgou uma pesquisa de intenção de voto com o eleitor local onde a candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff, despontava em larga vantagem entre os candidatos a substituírem o mitológico Lula da Silva. Mesmo com toda a desconfiança que temos desse tipo de pesquisa às vésperas das eleições, fiquei surpreso como a Dilma era benquista pelo eleitor da Paraíba, com um índice beirando os 70% das intenções de voto.

Mas a pretensa votação da candidata lulista na Paraíba me fez refletir sobre um realidade curiosa: porque essa aceitação do PT não reflete também para os candidatos petistas tabajaras? Porque os paraibanos têm votado massiçamente em Lula (e agora em Dilma), mas não votam nos candidatos do PT local?? É como se fossem até de partidos diferentes...

Lembro que o último candidato a governador que o PT paraibano lançou, o professor Avenzoar Arruda, não conseguiu atingir 5% da votação. A legenda também não consegue, historicamente, emplacar deputados e senadores. Na capital, João Pessoa, o número de vereadores da legenda também é irrisório. Porque será que o PT cresceu sua bancada no país inteiro, mas encruou na Paraíba?

Acho que uma primeira razão é o fato de o partido fazer questão de mostrar para a população que, na Paraíba, continua alimentando uma divisão interna tão irracional que não consegue consenso para nada. A disputa pelos comando locais continuam fazendo do PT paraibano seu principal inimigo. Traições, expulsões se juntam a uma combinação peculiar de políticos inescrupulosos e autoritários que encontraram na legenda petista local o campo fértil de suas carreiras personalistas.

Dessa forma, homens e mulheres de bem, que fundaram o partido na Paraíba, acabam sendo confundidos com personalidades de caráter duvidoso na disputa dos parcos votos destinados aos candidatos do partido. É preciso observa ainda que o partido deixou ingressar em suas fileiras figuras pesadas da tradicional política paraibana, como a ex-deputada Lúcia Braga. Ao tempo em que afastou militantes promissores como o ex-prefeito Ricardo Coutinho.

Mas o que mais atrapalha o progresso do PT no estado continua sendo sua baixa auto-estima. Nos últimos anos, sob uma visão estratégica equivocada, o partido preferiu o caminho fácil e preguiçoso das alianças partidárias, deixando de disputar os principais cargos executivos nas maiores cidades do estado e também ao Palácio da Redenção. Dessa maneira, os comandantes-em-chefe da legenda na Paraíba assumiram o triste papel de coadjuvantes no mercado da política partidária local.

Por causa desta postura, Luciano Cartaxo, atual vice-governador, não conseguiu manter sequer seu nome na chapa majoritária do peemedebista José Maranhão para as eleições deste ano. De maneira semelhante, o deputado Luiz Couto não ousa disputar uma das vagas ao Senado, conformando-se apenas em tentar manter seu mandato na Câmara Federal.

A autofagia petista leva o partido do presidente Lula a se contentar com as migalhas que sobram dos partidos tradicionais que monopolizam a política partidária paraibana. Em 2010 veremos qual a repercussão desta postura para aqueles que ainda crêem que o PT pode ser uma alternativa à política fisiologista e ultrapassada que se pratica por esses rincões.