terça-feira, dezembro 04, 2018

FLAMENGO DE HOJE EM RELAÇÃO AO DE 81 – SINOPSE DO BRASILEIRO

Zico em campo, Brasileirão de 82 | arquivo Lance

por Emílio Figueiredo

Vi um texto do blog do Júlio Gomes, na UOL sobre o Flamengo de 81 e o Flamengo de 18, que me chamou atenção. Realmente esta temporada rubro-negra foi para espaço. O time cheio de estrelas e boas contratações era o favorito para conquistas este ano.   A novela começou no início com o ridículo campeonato fluminense 2018, que já não é essa atração toda nem vitrine para o futebol. Cada vez patético, como já comentei, não tenho vontade de acompanhar mais. Pois bem, era mais que uma obrigação vencer, sem bem que não tem tanta significação, como era nos anos de 1990 até o final da década.




   Com a falta de planejamento ficaram no aguardo de um técnico que não veio (Rueda, o colombiano), e teve de chamar Carpegiani. Resultado – demitido após ser eliminado pela equipe fraquíssima do Botafogo nas semifinais – adeus estadual fluminense.
   Veio a Copa do Brasil, e a perspectiva de passar a final para enfrentar Cruzeiro ou Palmeiras. Veio o Corinthians (por sinal fraquíssimo também) e foi eliminado. Vieram as derrotas e eliminação - Libertadores nas oitavas de final para o Cruzeiro. Ficou no cherinho de novo, além da troca de novo técnico, já que Barbiere estava sendo contestado.
   O importante é que vinha bem no brasileiro, quando passou a liderar a competição com jogos expressivos da 3ª a 5ª rodada, quando perdeu a liderança por apenas uma rodada para Atlético MG. Apartir da 7ª rodada a 16ª rodada era só alegria. O tropeço diante do Grêmio deu a liderança ao São Paulo na 17ª rodada até 22ª. Inter assume na rodada seguinte, mas São Paulol lidera por mais duas rodadas. A partir daí o Palmeiras assumiu para não mais perder a liderança e ser o mais novo campeão, e o Flamengo alternando com Internacional a vice-liderança que se confirmou até o final, com técnico Dorival Junior, que deu uma sacudida no time da Gávea.
   Diferentemente do Palmeiras, que no início patinou com Roger como técnico até sua demissão quando foi derrotado pelo Fluminense, no 1º turno. A partir daí veio Felipão (aquele dos 7 a 1) e pôs ordem na casa, e o time reagiu, já que dispunha da dona da CREFISA, injeção de mais de 80 milhões de reais passou a perseguir o líder.
   O Flamengo faturando alto com as cotas da TV, e a venda de Vinícuis Junior para o Real Madrid, e um publico acima de 50 mil, não foram suficientes para se manter no topo. Vieram as derrotas e eliminações de todas as competições, e a demissão do tecnico Barbiere.
   A contratação relâmpago de Dorival Junior deu novo alento ao clube da Gávea, que começou a reagir e disputar com Internacional a vice-liderança. Veio a briga de Dorival com o goleiro estrela e somado as eleições do clube atrapalharam na reta final. Sem contar que o Flamengo poderia assumir a liderança, caso vencesse o Palmeiras na 31ª rodada. Resultado 1-1, no Maracanã.
   Ao contrário do Palmeiras, este soube segurar sua joía Dudu, o Flamengo perde seu presente e fuuro em poucos meses – resultado: ficou no cheirinho de título de novo! O que precisa ser feito? Novamente, o amadorismo de Bandeira (em fim de mandato), tentou deixar para o futuro presidente, um novo planejamento, a começar com um novo técnico para 2019.
   Assédio a Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, que não foi bem esse ano (nenhum título de expressão) – Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro, apenas o título estadual gaúcho, que como Rueda, levou um não, e renovou seu contrato por mais um ano com o time sulista.
   E a grande despedida de outra joía do Flamengo, Paquetá, na última rodada do brasileiro diante do mistão do Atlético Paranaense, que ainda lutava pela fase de grupos (Pré-Libertadores) com o Atlético MG diante de 70 mil torcedores flamenguistas no Maracanã, viu seu time levar uma virada de 2 a 1. Melancólica a despedida 2018, com despedida de sua joía Paquetá que está indo embora.
   Que fazer para fazer frente ao melhor time do campeonato brasileiro (Palmeiras) para recuperar a hegemonia do Rio de Janeiro, que não vê um título de expressão há seis anos (o último foi do Fluminense em 2012). De lá para cá os times fluminenses só são meros coadjuvantes. E o domínio paulista só se acentua na competição.
   Este é um ano para ser esquecido pela nação rubro-negra no Brasil. Só que a diferença de 81 para 18, é que o time daquela época era um baita time, com Zico, Adílio, Nunes entre outros e trouxe um mundial para o país, diferentemente deste time milionário, que foi vergonhoso em 2108.

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