quarta-feira, fevereiro 14, 2007

A gata e o rato



Esse filme da briguinha de gato & rato entre o “mago” e a Dra. Paletó eu já vi antes. É sempre assim quando se trata da disputa pelo poder. Meu avô sempre disse: “dois bicudos não se beijam!”. É engraçado como dois tremendos gananciosos feito eles foram parar ao mesmo tempo no mesmo partido, o glorioso PSB, de saudosa influência comunista/socialista.

Isso mostra um pouco o processo de degeneração ideológica porque passou a maioria dos chamados “partidos de esquerda” no Brasil. As legendas passaram a ser loteadas pelos capas-pretas remanescentes do velho “regime”. No caso do arranca-rabo entre o prefeito e a vereadora, acho que a questão é mais umbilical mesmo.

Lembro-me de quando estava na Bahia, o “mago” passou por um constrangimento parecido a esse que ele está infligindo à advogada nossa, quando a máfia do PT local começou a pressioná-lo para sair do partido do presidente Lula. Ricardo resistiu até onde pode e depois resolveu se desligar da legenda petista.

O discurso dos algozes de Coutinho era semelhante ao que ele usa agora para defenestrar a vereadora: ela não aceita se submeter ao centralismo “democrático” do partido. Efetivamente, Nadja tornou-se uma oposição isolada dentro do próprio PSB, assumindo na Câmara uma posição crítica em relação ao “companheiro” prefeito.

Coisa parecida ocorreu com o vereador Professor Paiva, que estando filiado ao PT, não rezava a cartilha do partido e fez oposição sistemática ao “mago”, mesmo tendo o PT na “base aliada”.

Ficou claro que a legenda se tornou pequena demais para os dois. E o PSB tomou o partido de Ricardo (sem trocadilhos) porque ele é simplesmente hoje a principal estrela do partido no Estado, com influência direta, inclusive, no Palácio do Planalto.

Espera-se que Nadja opte por se transferir para uma sigla mais “combativa” (ainda existe isso?), para firmar de vez seu rótulo de contestadora e crítica. Com a briga perde principalmente o eleitor do PSB que votou nos dois pesando tratar-se de líderes sintonizados com os anseios populares, mas descobriu que suas ideologias foram formatadas verdadeiramente com foco nos respectivos umbigos.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Demissão em massa no Sistema Paraíba

Demissão em massa no Sistema Paraíba


O ano não poderia iniciar com uma notícia pior para os profissionais que trabalham no Sistema Paraíba de Comunicação, que está anunciando a demissão em massa de mais de 100 pessoas em vários setores do jornal. Pra se ter uma idéia, apenas na redação da capital,  cerca de 11 jornalistas estão na lista de demissão e serão afastados de suas funções.

A medida fez o Jornal da Paraíba tirar de circulação, entre outros, o suplemento "Augusto" e vai reduzir páginas e suprimir editorias. O corte acontece no momento em que a jornalista Angélica Lúcio assume a editoria geral, que já vinha na verdade comandado a edição executiva do jornal logo após a morte de Roelof Sá.

Os executivos do Sistema Paraíba alegam a necessidade de contenção de despesas para a demissão coletiva. O fato é que, sendo uma das empresas de comunicação mais atreladas ao governo estadual, o grupo Paraíba foi um dos primeiros a sentir o reflexo das medidas de austeridade administrativa adotadas pelo governo Cássio.

Fonte: http://www.sindjornalistaspb.org/Content/Noticias.aspx?id=18

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Jornalismo premiado




Numa festa bacana, dia 13 à noite, um seleto grupo se reuniu para assistir a entrega de prêmios e troféus aos profissionais da imprensa local que inscreveram trabalhos na versão anual do prêmio AETC de jornalismo. O clima era de caricatura tabajara de um desses awards da vida. Confesso que não me sinto à vontade nesse tipo de cerimônia. Além do que, ar-condicionado e gente fumando, definitivamente não combinam.

Apesar de ser uma festa do jornalismo local, a platéia se compunha de espécimes de vários setores: políticos, empresários, militares, clérigos, estudantes e “comunicadores” de toda sorte. Mas a festa era nossa! Para celebrarmos nossa profissão, nosso trabalho de cada dia. Para premiar o produto dessa indústria de contar estórias cotidianas. Por isso mesmo eu estava satisfeito, em ver o reconhecimento de profissionais que são tão pouco valorizados pelos seus empregadores, principalmente aqui na capital onde a média salarial quase não alcança os mil reais.

Cada um dos primeiros colocados levou também para casa um cheque de R$ 2.500,00, mas os segundos e terceiros colocados ficaram apenas com um “troféu” de gosto duvidoso, confeccionado com algo parecendo com material plástico. Pelamordedeus Tourino! Porque não diluíram o valor total da premiação para os três primeiros? Eu não conheço outro prêmio desse porte que só bonifica o primeirão...

Bem, de qualquer forma não deixa de ser um incentivo, para que mais coleguinhas invistam no profissionalismo, na criatividade e na sensibilidade, como fez Eliabe Elon (1º. Lugar na categoria “internet”) no seu artigo “Vida, apenas vida” publicado no portal Paraíba.com. Ou para estimular mais reportagens como a de Michelle Almeida, sobre as conseqüências do desastre da barragem de Camará, veiculada na 98 FM, do Sistema Correio, ganhadora na categoria “radiojornalismo”. Nessa categoria, aliás, as matérias deixaram um pouco a reportagem de lado e partiram muito mais para uma modalidade de campanha de utilidade pública.

Na categoria “fotojornalismo”, Francisco França (JPB) foi o vencedor com uma imagem-flagrante de uma criança em queda livre de cima de um caminhão, que ilustrou a matéria “Transporte irregular coloca vida de crianças em risco”. O segundo ligar ficou com Marcos Alexandre, do Correio da Paraíba, autor da foto “A dor de um pai que perde o filho”, um close de uma vítima fatal de acidente com moto. Bem sintonizada com a linha editorial do jornal, a foto de Alexandre traz fortes traços sensacionalistas. E o terceiro colocado é o colega Xico Morais, do glorioso Diário da Borborema, com uma foto manjada (mas perfeita) de catadores de lixo, cujo sugestivo título é “Homens urubus”.

No telejornalismo, o campeão é Laerte Cerqueira, da TV Correio, e uma matéria especial intitulada “Riquezas de Areia”. Eu teria escolhido a matéria da segunda colocada, Ivani Leitão: “Erosão ameaça a barreira do Cabo Branco”, veiculada na afiliada da Globo, por ser um belo exemplar de jornalismo científico, com fala de várias fontes e excelentes imagens. E o terceiro lugar foi para Michele Almeida, com uma espécie de mini-documentário sobre a Igreja de São Francisco, publicada na TV Assembléia.

A categoria mais importante (Impresso – Texto) foi vencida por Nara Valusca (foto), com a reportagem: “História da Paraíba: As Ligas, os EUA e o Golpe de 64”, publicada no Jornal O Norte. As matérias de Patrícia Braz (A União) sobre Sivuca, e de Toinho Vicente (Correio da Paraíba) sobre a Coluna Prestes, ficaram com as colocações posteriores.

Mestre Gonzaga

A homenagem a Luís Gonzaga Rodrigues é mais uma prova de que o jornalismo opinativo continua dando as cartas no jogo da mídia paraibana. O mestre Gonzaga é mais que um mero “colunista”: dono de um texto conciso e rebuscado, ele está mais para a crônica cotidiana que para o jornalismo, propriamente dito. Nos quatro anos que freqüentei a redação de O Norte, quase não o vi por lá. Acho que já naquele tempo seu Rodrigues mandava o texto por algum office-boy.

No discurso de agradecimento, Gonzaga se excedeu no tempo lembrando as performances de Fidel Castro. A impressão que dava é de que, por conta da fartura de uísques e espumantes, a maioria não estava prestando atenção no pronunciamento. Enquanto isso, alguns coleguinhas passavam de mesa em mesa para fazer a média.
José Nunes aproveitou a solenidade para lançar sua brochura “Gonzaga Rodrigues – Uma vida bem escrita”, pela União Editora. O livreto revela a vocação poética de Gonzaga já na página 21: “[...] Eu queria ser poeta. Vim com esse sonho literário. Chegando aqui, o choque foi que não tinha ninguém esperando a minha poesia”.

E é de poesia e de realidade que se nutre o jornalismo praticado hoje pelos colegas de Gonzaga Rodrigues. Um jornalismo que se desenvolve ao sabor das precisões corporativas e das exigências da conjuntura político-social. Menos romântico, é verdade, mas nem por isso menos sonhador. Por fim, espero apenas que prêmios como esse da AETC sirvam também de alerta aos jornalistas, no sentido de que tudo o que escrevemos e publicamos tem uma repercussão no seio da sociedade, seja refletindo nosso passado, como fez Nara Valusca, ou repintando nosso triste presente, como no texto de Eliabe.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Luiz Beltrão estagiou em João Pessoa



por Dalmo Oliveira

Pouca gente sabe, mas o embrião do curso de jornalismo na Paraíba surgiu no Colégio das Lourdinas (antiga Faculdade de Filosofia Nossa Senhora de Lourdes) aqui em João Pessoa. Era o final da década de 50 e o jornalismo paraibano começava a tomar ares de profissionalismo, querendo deixar aquela áurea romântica e literária do jornalismo praticado da metade do século 20 para traz. Era um curso rápido, quase técnico, oferecido essencialmente para uma parcela da intelectualidade local que já se envolvera com a prática jornalística. Pois bem, é nesse cenário que se insere aquele que hoje é um dos maiores nomes do pensamento comunicacional brasileiro, o olindense Luiz Beltrão (1918-1986).
O relato da atuação de Beltrão no ensino de jornalismo na Paraíba nos foi dado pelo jornalista Wills Leal, durante a realização de um seminário realizado semana passada no auditório da reitoria da UFPB, organizado pelo discípulo maior dele no Estado, professor Osvaldo Trigueiro. Além de Leal, Arael Menezes, Altimar Pimentel e Olga falaram de suas experiências como ex-alunos de Luiz Beltrão.
Segundo Wills, Beltrão vinha de ônibus do Recife para dar as aulas de ética e técnica do jornalismo. Quase não usava o quadro negro nem outros artefatos pedagógicos. “Ele falava, falava, falava somente”, lembra o privilegiado e atento aluno. Nos depoimentos de todos, uma constatação: foi Beltrão quem inaugurou uma metodologia pedagógica para o ensino do jornalismo na região. Técnicas de reportagem e entrevista, teoria da comunicação, ética e filosofia faziam partes dessa grade-tentativa do mestre Beltrão.
Ainda pelas memórias de Leal, Luiz Beltrão era um pensador à frente de seu tempo e vislumbrava a crescente modernização das comunicações numa época em que a televisão engatinhava e o rádio e o jornal eram os meios soberanos da comunicação de massa. A prova de sua genialidade está exposta na vasta obra que o autor deixou, tratando de vários aspectos da comunicação e instalando definitivamente a folkcomunicação como teoria inovadora.
O que fica evidente nesse caso, é que as aulas de jornalismo que Beltrão ministrara em João Pessoa, serviram de laboratório para sua atuação no ensino da comunicação, habilitando-o para assumir definitivamente a cátedra da Faculdade Católica de Pernambuco, em Olinda, e, na seqüência, sua atuação no Ciespal (Centro Internacional de Estudos Superiores de Periodismo para América Latina).
A presença de Beltrão em João Pessoa foi responsável também para deflagrar o processo de instalação, posteriormente, do curso de Comunicação Social na UFPB. O legado teórico-metodológico que ele deixou serviu de base para a expansão do ensino superior do jornalismo.
O depoimento dos ex-alunos de Luiz Beltrão acontece dentro de um evento realizado para comemorar os 30 anos do I Encontro de Folclore da Paraíba, que aconteceu na cidade de Pombal (PB), em que o pensador era uma das figuras centrais. O professor Osvaldo Trigueiro ressaltou que o Beltrão participou desse evento não apenas como palestrante, mas contribuindo efetivamente para sua realização e como entusiasta do registro e resgate das tradições populares do interior nordestino, como a Festa do Rosário, que serviu de palco para um documentário filmado durante o evento em Pombal.

Os catimbozeiros da folkcomunicação

A teoria da folkcomunicação tem evoluído constantemente, desde que Beltrão definiu suas bases, comparando os comunicadores com os “catimbozeiros”, e traduzindo-a, em certo momento como o
“[...] processo de atualização, reinterpretação e readaptação dos modos de pensar e agir dessa massa surda às mensagens da imprensa, do rádio, da tv e do cinema, haveria, igualmente, de identificar-se com o processo jornalístico, produzindo efeitos mediante métodos técnicos semelhantes”.

Hoje essa teoria não está mais apenas preocupada em analisar e compreender os fenômenos ocorridos dentro da assim chamada “cultura popular” e das manifestações do nosso folclore. Extrapolou, há muito, os limites desses universos estéticos iniciais para se transformar num suporte teórico-epistemológico inovador de análise da comunicação produzida em condições de subalternidade (a comunicação das “minorias”).
É nesse ponto onde a Folkcomunicação de Beltrão se coaduna com os Estudos Culturais de Homi Bhabha, Nestor Canclini e Stuart Hall. Sua base epistemológica é “refletir sobre o observado”. Quando essa reflexão sai do nível do pensamento e se materializa em texto, inicia-se a produção do folkcomunicólogo, aquele que relata, historiciza, analisa, reflete, registra e escreve sobre situações do cotidiano.
Em condições diaspóricas o comunicador que usa essa ferramenta produz uma reportagem da realidade com um olhar de fora, do outro, do diferente. Na sua cabeça processa-se o embate entre local-global. O local de sua proximidade vivencial e o global das experiências vividas anteriormente (inclusive de sua origem cultural).
Não que a visão seja exclusivista de subalternidade ou de hegemonia cultural. O relato se constrói num entrelugar onde a experiência cultural do observador se confronta com outra realidade cultural (do locus do exílio). Paulo Freire (1983) abordou apropriadamente sobre as estratégias de resistência usadas em situações de invasão cultural:
(...) Ao perceber os elementos culturais estranhos, os modificam, submetendo-os a uma espécie de ‘banho purificador’, do que resulta que aqueles mantêm algo de sua originalidade, sobretudo no formal, e ganham uma nova cor, uma significação nova que o marco cultural invadido lhes impõe.

O que nos interessa de imediato é iniciar uma discussão sobre a apropriação da folkcomunicação sobre os fenômenos sócio-culturais da modernidade, extrapolando o rural e o folclórico, para analisar também as ocorrências de uma modalidade comunicacional urbana e multicultural que não passa, necessariamente, pelos meios de comunicação de massa convencionais, mas se atem aos modelos interacionais de indivíduos e grupos excluídos desse processo midiático padronizador.

sábado, novembro 25, 2006

Um pouco mais sobre o rastafarianismo


Hoje em dia está mais fácil assumir nossa negritude. O visual rasta já não causa tanto espanto como há uns dez anos atrás, quando eu deixei meu cabelo crescer pela primeira vez. Foi quando comecei a aprofundar as leituras sobre rastafarianismo estimulado pelas músicas e letras de Bob Marley e Peter Tosh. Minhas tranças (dreadlocks) já batiam no ombro, quando passei num concurso público e resolvi cortá-las para assumir o cargo em Petrolina (PE).
Segundo o Aurélio, o rastafarianismo é uma “Seita religiosa de jamaicanos de origem negra africana que crêem no retorno dos negros à África, usam cabelo rastafári e acreditam que Haïlé Sélassié I (1892-1975), imperador da Etiópia (África) de 1930 a 1974, é o Messias”. Guardado o fundamentalismo religioso, o rastafarianismo acabou se tornando uma das expressões culturais mais importantes da resistência negra na Jamaica, na África e nos países onde a diáspora negra se manifestou mais fortemente, inclusive no Brasil.
Quando morei na Bahia, entre 1995 e 2003, percebi o quanto a cultura rasta é importante para elevação da auto-estima do povo negro brasileiro. Conheci senhores rastafaris orgulhos de suas tranças e crianças crescendo sem que jamais uma lâmina tenha tocado em seus cabelos. Para mim foi uma grata surpresa ao perceber que, ao assumir o Ministério da Cultura da primeira gestão do governo Lula, Gilberto Gil já portava um rasta vistoso. Gil, aliás, foi o primeiro artista brasileiro a divulgar as idéias rastafari no país, ao fazer aquela antológica versão de “No woman, no cry”.
Mas Gil só vai assumir seu rastafarianismo definitivamente em 2002, quando lança o cd/dvd “Kaya n’gandaya”, interpretando de forma magistral 15 das mais importantes e emblemáticas músicas eternizadas por Robert Nesta Marley. Além do tributo estético e musical, Gil escreve um manifesto onde faz uma ligação ideológica entre o rastafarianismo e o cangaço, comparando Marley com Luiz Gonzaga. Num trecho o ministro diz: “Dois mestiços, em todos os sentidos, dois dos meus maiores ídolos (...) Gonzaga: um cangaceiro implícito, idílico; Marley: um rastaman explícito, real”.
E nesses últimos anos o rastaman foi se tornando cada vez mais presente no visual do moderno homem negro brasileiro: Gil, Djavan, Melodia, Milton, Falcão, Garrido. Ser rasta é, antes de tudo, ser negro. Hoje eu já não causo mais tanto espanto à minha mãe, que desistiu de cortar meus dreads enquanto durmo (tal qual Dalila fez com Sansão).
Na rua as pessoas me param para saber como faz para deixar o cabelo assim. Teve cara branco querendo saber se o cabelo dele também ficaria rasta. As crianças querem passar a mão e as cabelereiras perguntam qual é o truque das “trancinhas”. E todos ficam surpresos e descrentes quando eu respondo: “é só deixar crescer sem pentear!”.
Isso mesmo: rastafari é, antes de tudo, atitude. É ter coragem de assumir a negritude, assumir que tem cabelo “ruim” e deixar o “cabelo duro” crescer à vontade. Sem escovas, pentes, massagens ou qualquer outro truque que queira maquiar nossa origem africana. Muita gente pensa que o cabelo rasta é sinônimo de desleixo ou falta de higiene. Eu lavo os meus pelo menos uma vez por semana, com xampu, condicionador etc. Entre o rasta e o hippie há diferenças monumentais.
O cabelo comprido é uma espécie de tributo a Deus (Jah) para mostrar a condição de escravidão a que o negro foi submetido na babilônia. Então o homem não deixará que a lâmina toque sua face até que alcance a liberdade e a babilônia seja totalmente destruída. A metáfora da babilônia é importante para entender a filosofia rasta. A babilônia é o domínio do mal sobre os homens de boa vontade. Para alguns é o capitalismo. O rasta é o guerreiro anti-babilônia, que abomina os modismos, o falso-moralismo, as convenções impostas pelo sistema. Ele busca a natureza, não come carne vermelha nem ingere bebidas alcoólicas e também não usa as drogas químicas.
Hoje o rastafarianismo começa a ser incorporado pelo sistema. Virou moda. Muitos o confundem com mais uma tribo urbana devota da cannabis e curtidora de reggae. É bem mais complexo que isso. O rastaman é o libertário, que reflete seu desprezo às convenções, que nega a autoridade alienante e mostra por suas próprias atitudes e postura o caminho naturalista, igualitário e, essencialmente, humano.