Nesta quarta, 15, os cariocas lançam a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Democratização da Comunicação e da Cultura, com Participação Popular. A iniciativa é do mandato do deputado Robson Leite (PT) e da Comissão de Cultura da ALERJ, que visa acompanhar e contribuir com os debates nacional e estadual em torno do tema. O evento vai ocorrer a partir das 14 horas, no auditório Senador Nelson Carneiro, 6º andar do Palácio 23 de Julho, anexo ao Palácio Tiradentes, Rua Dom Manuel, s/nº, na Praça 15, no Centro da Cidade. A Paraíba está atrasada nessa tarefa!
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Pedro Osmar cineasta
O multimídia e guru Pedro Osmar anuncia pelo Twitter que começa esta semana as entrevistas para o filme "MUSICÁLIA". O documentário é sobre a história da música paraibana. Segundo Osmar, o entrevistado desta semana será o músico Floriano Miranda. Irrequieto e fustigador, o idealizador do Jaguaribe Carne atua como uma espécie de anti-executivo dentro da Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE.
segunda-feira, junho 13, 2011
Vídeo de alunos de Mídias Digitais continua repercutindo na UFPB
Reitor alheio, retruca a meninada... era só o que faltava*
É uma verdadeira zombaria a atitude da reitoria em “retrucar” (como se diz nas brigas de criança, coisas da infantilidade) o vídeo dos estudantes de Mídias Digitais da UFPB. Rômulo Polari é um senhor que não nos respeita. E ele e sua equipe não se dão ao respeito. É isso que penso. O vasto alcance do vídeo produzido pelos estudantes de Mídias Digitais os fez tremer na base. Atualmente, o vídeo conta com mais de 147 mil acessos, além de ter sido veiculado no Jornal da Cultura, ter sido matéria da Revista Istoé, ser postado no blog do Marcelo Tas, além de várias outras mídias que pautaram o descaso dessa reitoria.
Uma resposta desqualificada como esta por parte da reitoria nos diz muita coisa. Primeiro, que nos acham cegos e idiotas, como se aquilo mostrado pelos estudantes não fosse uma verdade, como se aquilo não existisse e nós não nos deparássemos diariamente com essa realidade de sucateamento. Segundo, por reduzir o problema apenas ao curso de mídias digitais, quando, na verdade, há um grave estado de alerta por toda a universidade, onde, de canto a canto, há obras atrasadas, equipamentos se perdendo, se acabando, sem receber uma manutenção sequer. Terceiro, porque nada diz de concreto, não diz quando o problema (que é real, e não uma ilusão de ótica dessas mais de 140 mil pessoas) será resolvido, quais os esforços que empreenderão. Não diz nada.
Como sempre, a reitoria da UFPB não diz nada plausível. E o reitor é um boneco, que, ao falar, sempre pisa na bola. É melhor, então, não falar nada. De fato seria, não fosse um pequeno detalhe: é o reitor de uma instituição pública federal de ensino, responsável por sua gestão, pela implementação de sua expansão (falaremos mais sobre ela), responsável juridicamente e institucionalmente por seus problemas. Para quem não sabe, seja porque não convive ou mesmo porque não percebe, a Universidade Federal da Paraíba está um caos. A rede elétrica não suporta mais, quedas de energias são freqüentes. Falta água nos bebedouros, nos banheiros, mas se dá qualquer chuvinha, todos os prédios alagam. Recentemente, o Departamento de Comunicação Social esteve interditado por uma semana inteira após uma chuva forte que deixou tudo debaixo d’água. Se já é, no mínimo, estranho, imagine você sabendo que o prédio passou o mês de janeiro todo em reformas. O mesmo prédio passou mais de um ano e meio para terminar de ser reformado (em 2008), quando sua obra tinha um prazo de execução de 3 meses.
Não faltam obras atrasadas por toda a universidade. Não faltam obras que, logo após o término de sua reforma ou construção, já precisam de reparos ou mesmo interdição. Além das questões estruturais dessas obras, há uma questão humana que não pode ser esquecida: há pedreiros - ou seja, trabalhadores, pais de família – sem receber seus salários, com atrasos nos pagamentos. Este ano mesmo os pedreiros paralisaram por um ou dois dias uma das construções de que tanto se orgulha a reitoria. E isso está acontecendo não somente no Campus I, acontece em todos os campi do interior. Ano passado, em Rio Tinto (Campus IV), a universidade despejava metralha das obras em terra indígena, acelerando o processo de assoreamento do rio que corre logo atrás do muro da instituição. Em Rio Tinto, os bombeiros interditaram um prédio cujo teto caiu durante o horário de aulas. Outro prédio rachou e estralou enquanto haviam várias pessoas nas salas. O Campus inteiro devia ter sido entregue a mais de dois anos.
A reitoria da UFPB tanto se orgulha da sua expansão, que parece estar cega aos problemas reais da universidade. Já dizia minha vó, “tudo demais é veneno”. Parece que o orgulho do reitor Rômulo Polari e sua equipe jorram dos poros. Também, o que esperar de um reitor inacessível, que vive enclausurado e que muitos só viram uma vez: na passagem de sala em 2008, quando pedia voto ao lado de sua fiel escudeira, Yara Matos. O que esperar de uma gestão que mais REINA do que gere? O que pensar de uma gestão que em nada se esforça para pensar soluções viáveis para o problema de desgaste das estruturas acadêmicas, pedagógicas e físicas da universidade? Rômulo Polari se orgulha de ter aprovado o REUNI, mas é totalmente alheio aos problemas que desencadeou. Sabe ele que o curso de Letra iniciou o período letivo passado com mais de 30 disciplinas sem professores? Sabe ele que o Delem, extensão à comunidade em formação de línguas estrangeiras, teve um corte no oferecimento dos seus serviços porque não havia professores na graduação? Sabe ele que o elefante branco que é o prédio do CCJ (Centro de Ciências Jurídicas) é uma verdadeira aberração em termos de arquitetura? (Este prédio, em especial, foi o trabalho de conclusão de curso de um estudante da UFPB.)
O que Polari sabe, afinal?
Está na hora de jogar limpo, de ser sincero com a comunidade acadêmica, com a sociedade. Porque é a sociedade (composta, inclusive, por pessoas que nunca entrarão na universidade) que nos mantém lá, tanto quanto mantém seu salário e suas gratificações. Polari é alheio, não vive nem vê a universidade, não a enxerga, e está pouco se lixando se 60 ou 600 estudantes não têm onde estudar. Quis tanto entrar para a história, que, de fato, entrou. O REItor do sucateamento e da infantilidade.
*Alexandre Santos, estudante de Comunicação Social da UFPB, sente na pele o sucateamento da universidade pública, o esquecimento completo de seus pilares e de sua missão.
sexta-feira, junho 10, 2011
Alô Comunidade!
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| Mozart e Dalmo fazem parte do grupo de editores do programa (Foto: Fabiana Veloso) |
Segundo os idealizadores do programa, a ideia é articular os comunicadores comunitários que atuam em rádios comunitárias Paraíba adentro, abrindo espaço para notícias e assuntos diretamente vinculados ao cotidiano das comunidades, associações de bairros e de moradores, sindicatos de trabalhadores, ONGs e outras instituições da sociedade civil organizada.
Além de Mozart, o Alô Comunidade! tem como co-editores os jornalistas Dalmo Oliveira e Fabiana Veloso e os ativistas da radiodifusão comunitária Gilberto Bastos, Marcos Veloso e Roberto Palhano.
quinta-feira, junho 09, 2011
Comunicação comunitária premiada
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| Gilberto, primeiro à esquerda (Foto: Dalmo Oliveira) |
O blog da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares vai premiar anualmente pessoas e entidades que se destacarem nas rádios comunitárias na Paraíba em diversas categorias.Para concorrer, as rádios devem responder a um questionário, que será avaliado pela equipe do blog. O prêmio será entregue em cerimônia a ser realizada em novembro próximo. "O blog vai garimpar o melhor comunicador, a melhor programação nos segmentos cultural, de gênero, esportivo, jornalístico, e a melhor avaliação da comunidade.Os vencedores receberão troféu e diploma de honra ao mérito da comunicação comunitária. A distinção é representativa do reconhecimento ao trabalho das rádios comunitárias pelo muito que têm feito pela cultura e pela comunicação democrática no nosso Estado”, diz Gilberto Bastos, editor do blog.
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| Campanha anti-assédio moral |
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Pelo Rio
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| Eu, Carlos e Elis pós-almoço na Gávea |
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| Taças do Mengo super-campeão (Foto: Carlos Dias) |
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| Tasca do Edgar: rango massa! |
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Salvatti reune setor pesqueiro na SFA-PB*
| Hermes e Salvatti (Foto: Amara Alcântara) |
A reunião teve como objetivo ouvir as lideranças do setor pesqueiro e aquícola da Paraíba. Associações de pescadores artesanais e de marisqueiras e representantes da pesca esportiva, tiveram a oportunidade de dialogar com a ministra, que respondeu as questões levantadas por todos.
A ministra lembrou que o Ministério da Pesca é novo, tem apenas dois anos, por isso precisa estabelecer parcerias para estimular o setor pesqueiro no Brasil. Salvatti disse esperar contar com o apoio da iniciativa privada, de instituições como o SEBRAE, e ministérios, como o da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Hermes Barbosa, titular da SFA-PB, que também recepcionou a ministra, disse que a Superintendência está dando todo o apoio possível para que o Ministério da Pesca avance em sua missão também na Paraíba.
* Com colaboração de Amara Alcântara
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UFPB lança livro sobre democratização da comunicação*
Ao acessar as páginas do livro, o leitor encontra uma abordagem atual e esclarecedora sobre o processo de migração das TVs, do sistema de transmissão analógico para o digital, em franca expansão no país, com informações sobre as novas funcionalidades e potencialidades que a digitalização proporciona e que possibilitam uma maior interação do telespectador como esse meio de comunicação.
Também na mesma obra são disponibilizados conteúdos sobre regulamentação, financiamento e propaganda nas TVs públicas; produção audiovisual da Paraíba; programação regional e integração de conteúdos, além de controle social da mídia. Todos esses temas foram abordados por diversos representantes da sociedade civil e estão fartamente reproduzidos nas 160 páginas do livro.
Dentro da programação do lançamento, o Pólo Multimídia da UFPB e o Sindicato dos Jornalistas da Paraíba trazem à João Pessoa o presidente do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), Celso Schröder, para debater “O papel da sociedade na construção da TV Pública”.
A palestra de Celso Schröder, que também é presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, é uma dentre as ações do Pólo Multimídia da UFPB visando reunir todos os segmentos da sociedade civil organizada em torno da discussão de um modelo de televisão pública, democrática, interativa e de qualidade, num momento em que a TV UFPB se prepara para transmitir a programação da TV Brasil, em sinal aberto, a partir do segundo semestre.
No decorrer da palestra de Celso Schröder, o movimento social organizado e representantes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário vão discutir o papel social na construção da TV Pública, uma oportunidade para que os paraibanos digam como querem participar da TV UFPB ou, em outras palavras, como desejam ser vistos na nova fase da programação da emissora.
* Com relise da ASCOM/ UFPB (producaotvufpb@gmail.com)
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Lyceu em transe
A exoneração do diretor do Lyceu Paraibano, professor Abraão, é o mais novo episódio que confirma o caráter intransigente e autoritário do atual governo estadual e, mais uma vez, a gestão socialista dá motivos para o protesto de segmentos da sociedade. O afastamento do diretor mostra a inabilidade do staff socialista com as críticas e com a liberdade de expressão.
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Os grampos da AL
Já a denúncia de grampos no gabinete do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ricardo Marcelo, traz à tona um tema sombrio herdado da ditadura militar brasileira. É necessário que o Ministério Público e a Polícia Federal entrem nesse caso. A arapongagem, denunciada inicialmente pelo deputado Anísio Maia (PT), é uma prática covarde e temerosa. Além de atentar contra a privacidade dos parlamentares, funciona como mecanismo de inibição de grupos em disputa ideológica. É gravíssimo!
sexta-feira, junho 03, 2011
Refletindo sobre o Dia da Imprensa
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| Fonte: http://mengaoguerreiro.blogspot.com |
A nota da API, assinada pela presidenta Marcela Sitônio, fala de um tal "monólogo estéril" imposto pela Secom estadual, mas critica também os comunicadores oportunistas que se submetem ao modelo de pensamento único disseminado pelas agências oficiais vinculadas ao Palácio da Redenção. Aos poucos, a velha API vai ocupando o lugar de fala do sindicato na sociedade paraibana. As razões da mudez da entidade regida por um grupo que se adonou do SJPEPB todos nós, que somos "do meio", sabemos ou imaginamos...
A imprensa paraibana passa por uma das suas maiores crises das últimas décadas. Depois da queda da exigência do diploma superior para o exercício da profissão de jornalista, o mercado local foi assaltado de vez por toda a sorte de "comunicadores", especialmente por radialistas sem qualquer formação mais consistente. Uma realidade que só cresceu nos últimos anos, muito por conta da inércia e inépcia daqueles que foram eleitos para proteger uma categoria que lutou durante anos para fazer valer uma formação superior de nível universitário.
Por anos a fio os jornalistas profissionais paraibanos tiveram que se filiar a um sindicato presidido por alguém sem qualquer formação superior, situação que agora, tardiamente, aquele mandatário tenta contornar, matriculando-se num curso de Jornalismo recém-criado por uma faculdade particular local. Enquanto isso, os rábulas do jornalismo paraibano foram tomando conta dos postos de trabalho nas redações que deveriam estar reservados exclusivamente a quem passou, pelo menos, quatro anos, se preparando numa univesidade.
Esse quadro reflete diretamente no padrão de salários que os jornalistas paraibanos recebemos. Um piso-salarial que beira os mil reais, obrigando os trabalhadores a buscarem jornadas laborativas extras. Conheço gente que responde por três assessorias de imprensa e ainda trabalha em redação de jornal, tv ou site. A precarização do nosso mercado de trabalho é latente e humilhante.
Afora todo esse cenário infernal, é preciso ainda analisar a produção dos conteúdos da imprensa local. O surgimento do diário sensacionalista JÁ!, a mais nova cria do Sistema Correio da Paraíba, dá o tom do nível de apelação que o "jornalismo" paraibano chegou. Algo semelhente ocorre nos programas de TVs ditos "policiais", que oferecem, ao meio dia, o pior cardápio midiático que uma sociedade esclerosada como a nossa poderia produzir.
As iniciativas para refrear a pauta sensacionalista na mídia paraibana, acenada nos últimos meses ainda não passaram da etapa de "carta de intenções" e de uma certa indignação e vergonha por parte de setores da imprensa local contrários a esse tipo de cobertura. Na prática, nada ainda foi feito pelo medo de que a defesa da cidadania, dos direitos humanos, da honra e da cultura paraibana possa ser confundida com uma tentativa de "censura".
Dessa forma, o Dia da Imprensa, em médio prazo, deverá se tornar numa data infame, voluntariamente apagada do calendário comemorativo nacional. A imprensa, aos poucos, perde seu status, outrora glorioso, para a mídia pós-tecnológica, onde o entretenimento sufocou aquilo que conhecíamos como jornalismo.
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