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quinta-feira, abril 28, 2016

Dilma diz que evitou apodrecimento das instituições da República

Dilma disse que não cedeu às chantagens de Cunha | Foto: Agência Brasil/EBC
A Presidenta Dilma Rousseff participou, na noite desta quarta-feira, 27, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, da abertura da 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos. Ela reforçou a denúncia de que está sendo vítima de um golpe de partidos da oposição, incluindo o PMDB. Para Dilma, que garantiu mais uma vez que não cometeu qualquer crime de responsabilidade, seu “pecado original”, teria sido não ceder às pressões e chantagens do atual presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha. “Se eu tivesse cedido o Governo teria entrando numa situação de apodrecimento”, disse.



Durante a fala da Presidenta, ativistas do Movimento LGBT interromperam o discurso de Dilma para cobrar, com palavras de ordem, a implementação do direito ao chamado “Nome Social”, que dá direito às pessoas a adotarem, legalmente, nomes diferentes dos quais foram registrados originalmente em cartório pelos pais. Rousseff garantiu que seu governo vai colocar o projeto em discussão, mas alertou aos manifestantes que, caso se consolide o golpe, liderado pelo vice-presidente, Michel Temer, projetos como esse serão definitivamente inviabilizados pelo novo governo.

Dilma aproveitou a oportunidade para explicar à plateia presente aquilo que seus opositores estão classificando como “pedaladas fiscais”. Ela fez uma analogia entre o orçamento do Governo Federal e uma lista de compras que a dona de casa leva para a feira ou para o supermercado. “Se ela não tiver no bolso o dinheiro suficiente para as compras vai ter que cortar alguns itens de sua lista. Se, em vez de comprar um litro de leite, ela quiser comprar dois litros, terá que deixar de fora, um quilo de açúcar, por exemplo. Com o governo é a mesma coisa. Ele tem que priorizar”, disse a Presidenta.


O evento vai até sexta-feira, 29, e será o derradeiro de uma sequência de outras conferências, todas vinculadas à problemática dos Direitos Humanos. A maratona de reuniões foi iniciada no dia 24, com a 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (LGBT), a 4ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a 4ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.

Por Dalmo Oliveira (de Brasília)

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