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terça-feira, junho 28, 2016

ATIVISTA DO MOVIMENTO NEGRO APRESENTA PRÉ-CANDIDATURA


Dalmo Oliveira pretende ajudar o professor Charliton Machado a resgatar origens comunitárias do PT


O jornalista e ativista social Dalmo Oliveira confirma nesta terça-feira (28), sua pré-candidatura a vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições municipais deste ano na capital paraibana, durante encontro promovido pelo Diretório Municipal do PT de João Pessoa. O evento ocorre a partir das 18 horas, no auditório do Sindicato dos Bancários, na avenida Beira Rio, localizado no bairro de Tambauzinho, e deve reunir todos os delegados do partido, pré-candidatos e lideranças que vão deliberar sobre as candidaturas para as eleições deste ano.





“Defender as bandeiras históricas do Movimento Negro. Diminuir a invisibilidade da anemia falciforme na nossa cidade. Colaborar com a promoção e elevação da autoestima dos afroparaibanos. Desenvolver e fomentar políticas públicas de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial no âmbito municipal. Esses são os pontos principais que nortearão nossas intenções parlamentares durante a campanha e no mandato, caso obtenhamos sucesso em outubro”, diz Oliveira.

Servidor federal de carreira, concursado, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), desde 1994, o pré-candidato foi diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado da Paraíba e fundador do Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial (FOPPIR).

Natural de Guarabira, no Brejo da Paraíba, Dalmo veio morar em João Pessoa a partir de 1986, quando ingressou no curso de Comunicação Social da UFPB, onde deu início a sua militância social ao ingressar no Movimento Estudantil universitário. Foi assessor de imprensa de sindicatos cutistas   e de conselhos de classes, além de atuar na coordenação estadual da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária na Paraíba (ABRAÇO-PB).
Oliveira em atividade pública recente com o compositor e poeta
Bebé de Natércio | Foto: Fabiana Veloso


“Minha atuação social sempre gravitou em torno do PT e esse ano decidimos colocar nosso nome à disposição da legenda entendendo a complexidade da conjuntura política atual, no intuito de ajudar os companheiros e companheiras a resgatar as origens sociais e comunitárias desse partido, que continua mantendo sua vinculação orgânica com os setores menos favorecidos da sociedade, com a classe trabalhadora, com os segmentos minoritários e com os pensadores e intelectuais mais progressistas e libertários”, acrescenta o ativista, que reside na zona sul da cidade.

Além das bandeiras do Movimento Negro, Dalmo também é defensor de outras causas, como a dos direitos humanos, do ambientalismo, da democratização dos meios de comunicação, das questões comunitárias e da segurança alimentar. “Tudo isso faz parte de um mesmo contexto social que vivemos hoje aqui em João Pessoa. Habitamos uma cidade especial, no extremo oriente das Américas, defronte para o Continente Africano, cercados por um ambiente de Mata Atlântica, num território cheio de rios e mangues, com uma população culturalmente rica e diversa, e precisamos lidar melhor com essas características. Precisamos colocar pessoas na Câmara de Vereadores capazes de entender essa complexidade e apontar soluções criativas para a melhor convivência dos cidadãos e cidadãs que aqui vivem, residem e pagam seus impostos”, diz.

Dalmo diz que população negra de JP é quase 60%
e não possui representação na Câmara

O partido já lançou a pré-candidatura do professor Charliton Machado a prefeito da capital. “Nosso partido já mostrou que tem condições de governar bem a cidade. Pena que fomos traídos por um político que colocou seu projeto pessoal acima de qualquer coisa”, comentou o petista. “Charliton reúne as melhores condições de se tornar um gestor mais humanizado, sintonizado com os anseios da coletividade, especialmente das pessoas mais excluídas no processo capitalista. Podemos recolocar a cidade nos trilhos de um desenvolvimento mais sustentável, revertendo as prioridades administrativas da Prefeitura, para que os mais desassistidos, historicamente, tenham mais oportunidades”, afirma Dalmo.

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