terça-feira, abril 21, 2009

Lula, Pilatos, o diploma de jornalismo e o decreto da Confecom

 
 
 

 
 
Heitor Reis (*)
 
 
Após uns 75 dias de prolongada e absoluta embromação, o governo Lula, se decidiu por publicar o decreto que convoca a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom).
 
O fato de ter demorado tanto para que fosse convocada a primeira, demonstra a proporção das forças que estão atuando por detrás dos bastidores, no sentido de impedir qualquer milímetro sequer na direção da democratização da comunicação. Daí, empurrar uma decisão tão simples, com a barriga!
 
No setor da saúde, já foram realizadas treze conferências, com caráter deliberativo. Em função do estado atual do sistema público e da selvageria do sistema privado, tiveram resultados pífios. Mero processo de catarse coletiva, com objetivo apenas de se discutir tudo e resolver não fazer coisa alguma do que for deliberado. Reduz a possibilidade de convulsôes sociais, num processo teatral em que muitos se sentem verdadeiramente empoderados para decidir o destino da Nação. Com direito a um turismo patrocinado pelo Estado. Talvez possamos mensurar algo de positivo em tudo isto daqui a algumas décadas, quando, talvez, estaremos colhendo resultados da conscientização por ele provocada. O pior de tudo: Do jeito em que as coisas estão, isto é um avanço!
 
O notável Altamiro Borges analisa o cenário do decreto da Confecom anunciado no Fórum Social Mundial, em janeiro, dentro do artigo "Conferência de Comunicação gera disputas"  [http://altamiroborges.blogspot.com/2009/03/conferencia-de-comunicacao-gera.html ]
 
Miro é um dos rarissímos jornalistas lúcidos e ousados o suficiente para afirmar que estamos numa ditadura da mídia! [http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=26080 ]
 
Aliás, caso alguém conheça uma escola de comunicação que ensine tal coisa aos seus alunos, eu gostaria de saber, para demonstrar amplamente que, mesmo sobre este assunto, tão delicado para o poder econômico, ainda é possível alguma permissão para se dizer a verdade. Se não houver, constataremos estar mais distantes do paraíso ainda!
 
Ao que tudo indica, apesar da ousadia e idealismo dos participantes, este assunto também não foi abordado, com a devida ênfase, no Encontro do Fórum Nacional de Professores de Comunicação, realizado este fim de semana em Belo Horizonte. Nem poderia ser! Afinal, o sistema de ensino de um Estado privatizado pela minoria deve fortalecer ideologicamente o interesse dos poderosos.
 
A cobertura do evento foi realizada pela Revista PQN, Rede Abraço de Rádios e Rádio FAE da UFMG se encontra em www.pqn.com.br . PQN é Pão de Queijo Notícias. Uma revista com sabor mineiro para nutrir comunicadores do Brasil inteiro.
 
Este quadro nos demonstra que jornalistas e seus mestres têm muita dificuldade para enfocar a luta de classes que ocorre na sociedade brasileira e planetária, em todos os setores, bem como no setor que deveriam pesquisar, ensinar e aprender. Talvez o termo mais adequado seja "derrota de classe" que propriamente uma luta.... Seus alunos recebem o diploma, mas permanecem acreditando que estamos numa democracia de fato, quando se trata apenas de uma de direito; que a República não é umaReparticular; e que o Brasil é uma federação  e não um estado unitário.
 
Sociólogos, historiadores, filósofos, psicólogos, jornalistas e todos os demais profissionais de nível universitário geralmente são incapazes de questionar uma letra da realidade que os cerca, tornando-se meros autômatos para abastecer a engrenagem de uma empresa capitalista e satisfazer egoisticamente seus interesses materialistas particulares, apesar das santas, benditas, honrosas, extremamente espetaculares e quase inexistentes exceções. Analfabetos políticos, como diria Bertolt Brecht!http://prod.midiaindependente.org/pt/red/2009/04/445051.shtml ; http://www.consciencia.net/2004/mes/01/brecht-analfabeto.html ]
 
 
 
 
O diploma, então, se torna mera garantia de que o profissional foi treinado tacitamente, durante anos, para reduzir, ao máximo, a possibilidade de fazer algo que prejudique o interesse dos senhores do Estado, do sistema de ensino e da mídia. O poder do profissional isolado e da categoria como um todo é absurdamente fraco em relação à potência do patrão ou da classe empresarial em despedí-lo, colocá-lo numa lista para que ninguém jamais o admita, caso respeite os mais elementares princípios da ética. Então, ele é obrigado a fazer tudo que Perseu Abramo condena na grande imprensa, sem que seja preparado para lutar contra isto pela escola que o diplomou! http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=55 ]
 
O poder dos movimentos sociais segue o mesmo padrão, em geral e no caso específico da Confecom, em relação ao dos financiadores de campanha eleitoral dos políticos e aliciadores de funcionários públicos. "Lobbyists" para os súditos idomáticos do maior país terrorista da face da Terra.
 
Com o Estado oligárquico e autoritário (Marilena Chauí), os presidentes sendo meros motoristas da elite (Dom Mauro Moreli e João Pedro Stédile) e 74 % de analfabetos e semianalfabetos, não poderia ser diferente... O presidente de uma "república" das bananas e dos bananas seria totalmente louco, caso ousasse mais que um decreto jogando o problema real para quem já acredita que a democratização da comunicação já está sendo feita e que a Confecom é absolutamente desnecessária. [http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=530IPB002 ]
 
Como Pilatos, Lula lavou suas mãos e assinou um decreto de uma simplicidade franciscana, que seus assessores precisaram de dois meses e meio para escrever, deixando o pepino para o ministro da Globo e da Abert - Associação Brasileira de Radio e Televisão resolver o resto com a sociedade. O "como"!
 
Coincidentemente, isto ocorre uma semana após a confraternização do ex-operário com os empresários do setor, dia 08/04, quando, em paralelo, a Anatel - Agência Nacional de Comunicação destruía toneladas de equipamentos adquiridos com a poupança popular e sequestrados das rádios comunitárias. 
 
O Encontro Nacional de Comunicadores (sobre educação) foi realizado num parceria entre o Ministério da Educação e a associação das emissoras comerciais. http://www.abert.org.br/novosite/clipping/clipping_resultados.cfm?cod=124093 ]
 
 
 
Até o momento, não obtive uma única informação que contrarie a impressão que tenho de que ele excluiu conveniente as emissoras educativas, universitárias, legislativas e comunitárias. Mas será criado canal direto dos radiodifusores com o ministro da educação, repassando, teoricamente sem censura, os questionamentos de seus ouvintes e telespectadores. Mas continuo aguardando... [http://www.abert.org.br/novosite/primeira_pagina/comunicadoresnac.cfm ]
 
Não obstante, há uma diferença fundamental entre Lula e Pilatos: Enquanto este deixou a decisão por conta do povo, o outro entregou o ouro para os bandidos, ou melhor, para um legítimo representante da elite do poder econômico que lhe financiou a campanha. O próprio pesquisador que empresta seu nome para a fundação do PT concluiu que a grande imprensa é inimiga do povo brasileiro e do jornalismo, coisa que Lula prefere negligenciar.
 
Po outro lado, ele sabe o que o espera, caso saia do limite lhe permitido pelos poderosos... O mesmo destino de Jango, Juscelino, Tancredo, Zuzu Angel, etc., numa versão mais sofisticada, de acordo com nossa época. Por que não um Legacy arranhando o aerolula sobre a selva amazônica? Isto caso já não houvesse acontecido algo assim, antes...
 
Volto a insitir neste ponto! Será que a conservadora e semianalfabeta sociedade brasileira, bem como os movimentos sociais, estão dispostos a pagar o preço compatível para conquistar ademocratização da comunicação, jornalistas independentes para realizar um bom trabalho e reduzir o  lucro do "voraz animal capitalista" (Delfim Netto)? http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=529DAC001 ]
 
Na opinião deste modesto micróbio bacteriano intestinal que vos escreve, a resposta é um retumbante "não"! Se os movimentos sociais tivessem realmente interesse concreto neste assunto, estariam há anos dentro das rádios comunitárias, trabalhando para que fossem realmente como deveriam ser, tornando-as um meio de comunicação com a massa operária e ignara, libertando-a das garras do sistema opressor que domina a quase todos e defendendo-as contra o fechamento.
 
Um exemplo patente disto é minha tentativa de entrevistar José Genuíno, na época presidente do PT. Após responder teatralmente à grande mídia e eu perceber que ninguém tinha mais nada a perguntar, ousei uma pergunta, como representante das rádios comunitárias. Estávamos exatamente no "Encontro do PT com os Movimentos Sociais" (2005), em São Paulo, capital. Ele respondeu: Mais tarde, darei uma entrevista exclusiva para as emissores comunitárias, coisa que, por mais que tentasse, não consegui. Foi um desencontro, na realidade.
 
Com o doce Dulce, foi diferente! Dispensou-nos meia hora numa transmissão ao vivo pela rede mundial de computadores, suportando pacientemente minha abordagem contundente. Tudo isto antes do inferno astral em que o PT entrou. O Silvinho, sentado ao meu lado, no computador da sala de imprensa, se esquivava de mim como o diabo da cruz! Devia estar negociando alguma propina...
 
Lamentavelmente, quem dá o devido valor aos meios de comunicação são exatamente aqueles dos quais uma minoria consciente procura redistribuir a riqueza, a renda e o poder de entrar nas mentes alienadas de nosso povo. Os revolucionários de fato e os da esquerda festiva ainda têm muito a aprender com os capitalistas! Mas, enquanto isto, permanecerão com uma opção preferencial por esmolear alguns segundos na grande mídia, apesar do que defendeu Perseu Abramo. Exceto durante a campanha eleitoral, para o qual as emissoras comunitárias lhes são tremendamente úteis. No governo, mandam fechá-las a taxa de umas 1.200 por ano!
 
Afinal, continúa valendo a lei universal que diz: Cada povo tem a comunicação e a conferência que merece!
 
 

 
 
(*) Heitor Reis é um subversivo e um indivíduo perigoso do ponto de vista dos milicos e de Gilmar Mendes.  Engenheiro civil, militante do movimento pela democratização da comunicação e em defesa dos Direitos Humanos, membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida (www.cmqv.org) e articulista. Nenhum direito autoral reservado: Esquerdos autorais ("Copyleft"). Contatos: (31) 9208 2261- heitorreis@gmail.com - 20/04/2009

sábado, abril 18, 2009

Multimídia, eu?



Olha, na moral: quando eu estudei para ser jornalista não tinha essa onda de “multimídia” não! O cara se formava mesmo no nobre ofício do Jornalismo, que é uma das possíveis habilitações do curso superior em Comunicação Social. Me chame de “comunicólogo”, mas, pelo amor a Deus, não me chame de “multimídia” não. Por caridade!

O que está ocorrendo com o jornalismo é uma espécie de “esvaziamento” deontológico. A profissão foi sendo moldada, conforme a tecnologia foi avançando. Eu sou do tempo dos cursos de datilografia, saca?! Não tinha essa ondinha de computadores, internet e as pós-modernidades facilitadoras da atualidade. Nós trabalhávamos com informações e nada mais. Essa é a principal tecnologia disponível aos jornalistas.

Mas hoje, um grupo de notáveis professores doutores, a exemplo, do guru alagoano do pensamento comunicacional, José Marques de Melo, defende, junto ao MEC, uma reformulação no currículo do jornalismo, para tornar o curso de graduação mais apto a preparar “profissionais multimídia”. Eles argumentam que as nova tecnologias de comunicação exigem um jornalista que domine as novas ferramentas, operando especialmente no universo digital.

Mas isso já acontece na prática! Os acadêmicos de jornalismo hoje são verdadeiros hakers, que adoram blogues, fotografia e cinema digital. Todos sacam softwares, como os editores de texto, Word, ou os similares livres da BrOffice, com o qual escrevo agora. Muitos também são exímios programadores e artistas visuais, operando a última versão do Corel Draw ou do Photoshop.

O webjornalismo já se tornou uma realidade promissora para nossa profissão. A blogosfera pública se transformou, fundamentalmente, na mais nova metáfora idealizada por Habermas. O ato de postar escritos tornou-se tão volátil e simples, que banalizou o jornalismo, como se todos fôssemos capazes de escrever notícias.

Não é bem assim! Existem técnicas por trás desse ofício. Como um ortopedista que recoloca os ossos em seus devidos lugares, ou os dentistas que “consertam” nossas bocas. Nesse sentido, o que queremos não são os aprimoramentos das técnicas de “escritas”, mas das metodologias de produção e organização cognitiva. O que se discuti aqui não é, essencialmente, como se produzem notícias, mas o que se coloca nesse noticiário. A plataforma e as embalagens do jornalismo são secundários, o que se prioriza são os conteúdos e suas relações com o processo de construção de determinada realidade social.

Para alguns intelectuais descolados pode até parecer “bacana” se auto-intitular “multimídia”. O cara nem é jornalista, nem é relações públicas, nem é publicitário, nem é marketeiro, nem é cineasta, nem é radialista, não é designer, mas enche a boca para dizer aos quatro cantos “eu sou um multimídia!”.

Mídia é apenas a plataforma. Um comunicador mutimídia seria o profissional que domina e se expressa em várias plataformas comunicacionais. Não é uma profissão, um ofício. Se fosse no campo da medicina, um clínico geral poderia se dizer “médico multimídia”. Um jogador de futebol multimídia seria aquele que desempenhasse a função de goleiro, zagueiro, meio-campista e atacante. Ou seja, multimídia faz tudo e não faz bem nada.

Portanto essa proposta de escolas de Comunicação formarem multimídias é uma piada (de péssimo gosto!). A sociedade não pode prescindir do jornalista, mesmo que esse tenha que dominar várias mídias. O jornalismo é uma função social e não meramente técnica ou tecnológica.

sexta-feira, abril 03, 2009

Associados sem Norte!



Associados sem Norte!

Crise econômica mundial compromete sustentabilidade dos Diários Associados

A sociedade paraibana assiste inerte e estupefata o desmantelamento de uma de suas empresas midiáticas mais antigas. Trata-se do processo de re-engenharia administrativa porque passa o centenário jornal O Norte, onde iniciei minha carreira como repórter em 1991. Nos últimos dias os bastidores da imprensa tabajara fervilham com as informações sobre o empastelamento corporativo do jornal do grupo dos Diários Associados, fundado pelo lendário paraibano Assis Chateaubriand.

Todo mundo sabe que o jornalismo impresso vive uma crise de sustentabilidade desde a consolidação da internet como plataforma para o jornalismo dos tempos modernos. Não bastasse esse fator, O Norte sofre, historicamente, de gerenciamento administrativo ineficiente e, em alguns momentos, perdulário. Muito provavelmente herança maldita do modus operandi consagrado por Chatô.

Sobre o magnata pioneiro da mídia nacional a revista IstoÉ publicou certa vez, quando promovia uma eleição para o brasileiro do século, o seguinte trecho: “(...) Logo ele abandonou o projeto de dar aulas e se tornou um jovem respeitado nas redações cariocas. Mas continuou se dedicando aos tribunais durante três anos. Juntou dinheiro, acumulou contatos e, em 1924, comprou O Jornal. Substituiu artigos soníferos por reportagens instigantes e deu certo. No ano seguinte, Chatô arrebatou o Diário da Noite, de São Paulo. A ética quase nunca constava da tática para crescer. Chantagiava as empresas que não anunciassem em seus veículos e mentia descaradamente para agredir os inimigos. Farto de ver seu nome na lista de insultos, o industrial Francisco Matarazzo Jr. ameaçou 'resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta.' Chateaubriand devolveu: 'Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo'”.

A primeira providência que os gestores dos DA tomaram foi transferir a superintendência de O Norte para Recife. O matutino já vem sendo impresso há anos nas máquinas rotativas impressoras do Diário de Pernambuco. Talvez essa tenha sido uma medida prudente para afastar a direção do jornal da influência daninha da politicagem paraibana. Sabe-se, por exemplo, que o recém-empossado governador José Maranhão andou mexendo os pauzinhos para boicotar a nomeação do advogado Oswaldo Jurema, que estava sendo cogitado para a direção geral da empresa na Paraíba.

Na semana passada circulou a notícia que a empresa demitiria cerca de 70 pessoas na Paraíba, inclusive boa parcela de jornalistas. Agora sabemos que nem o editor Joanildo Mendes foi poupado. E com ele receberam o bilhetinho azul (na TV e no jornal) Luís Carlos, Sílvio Osias, Luiz Torres, Martinho Moreira Franco, Gonzaga Rodrigues, Ricardo Anísio, Emmanuel Noronha, José Nunes, José Euflávio, José Cabral, Adriana Crisanto e mais alguns.

O presidente da API, João Pinto, teria tentado interceder pelos jornalistas junto à direção dos DA e também junto ao governador Maranhão. Esperava-se que as entidades representativas dos jornalistas publicassem suas opiniões sobre o “passaralho” no grupo de mídia de O Norte & Cia. Mas isso só ocorreu ontem, dia 2/04, com a divulgação de uma óbvia e tosca “nota de repúdio”.




Jornal da Paraíba divulgando Sindicato dos Jornalistas? Estranho, não???

Enquanto isso o Jornal da Paraíba publica matéria falando da “mobilização” para um suposto “ato público” que o Sindicato dos Jornalistas da Paraíba teria feito, ontem, defronte ao Palácio da Justiça, na Praça dos Três Poderes. A notícia não traz fotos do evento. Estranho uma empresa de comunicação investindo nessa informação. É bom demais prá ser verdade!

Os Diários Associados, por sua vez, passam por uma re-engenharia empresarial que se arrasta há quase duas décadas. O grupo passou a investir em gazetas mais populares, vendidas ao preço de meio real. Assim já temos o Aqui DF, Aqui MG, Aqui MA e Aqui PE. É um novo conceito de jornalismo, basicamente de serviço, pouco opinativo ou interpretativo, em tamanho dos tablóides ingleses. 


banner do Aqui PE na internet


Antigos jornalões também encolheram de tamanho, como o JB, e aqui na Paraíba o velho chapa-branca A União. Talvez O Norte e o DB tenham que experimentar uma fase encolhida também. O importante, afinal, é que a empresa mantenha os postos de trabalho para o jornalismo, pois certamente seus profissionais são os menos responsáveis pela crise global que ataca essa empresa e tantas outras mundo afora.

O grosso das demissões se concentraram em funcionários antigos da empresa, não porque estejam ultrapassados, mas porque são donos de consideráveis fundos de garantia por tempo de serviço, mais conhecido como FGTS, que os DA teimosamente sempre detestou recolher.

terça-feira, março 24, 2009

VÂNDALOS DEPREDAM PRAÇA NOVA DO RADIALISTAS


por Dalmo Oliveira e Fabiana Veloso 

      O povo brasileiro ainda precisa percorrer um longo caminho até se tornar um povo cidadão de fato e de direito. Um exemplo dessa deficiência cidadã os moradores do Conjunto dos Radialistas, que fica colado com o Geisel, já podem assistir cotidianamente na praça recém-reformada pela Prefeitura de João Pessoa. Antes mesmo da inauguração oficial do novo espaço público parte dos equipamentos do novo playground já foi roubado. Isso mesmo: roubaram os balanços do parquinho das crianças.

      Alguém, provavelmente, achando-se mais esperto do que todo o restante da comunidade resolveu levar as cadeirinhas do balanço do parque infantil prá casa. “As cadeirinhas não ficaram aí nem uma semana sequer pra que as crianças pudessem usar”, atesta um dos moradores vizinhos da praça, que prefere não se identificar para evitar represálias dos malfeitores. O local sofreu a revitalização que a PMJP vem fazendo em vários bairros da cidade, mas alguns problemas já começam a surgir precocemente.

      Além do desaparecimento das cadeirinhas do balanço, outro “defeito” começa a surgir na obra ainda inacabada: o surgimento de um formigueiro imenso no espaço do jardim central. “Eles deveriam ter eliminado o formigueiro antes de reformarem a praça”, diz a estudante Rosa Almeida, que passou a frequentar a praça depois da reforma.

      Noutras praças reformadas pela prefeitura foi nomeado a figura do curador, um membro da comunidade responsável pela conservação do equipamento comunitário. No Bancários, por exemplo, o músico Kennedy Costa assume a função, promovendo eventos, shows e outras ações de utilização e valoriação para esse tipo de espaço urbano comunitário.

      No caso da praça do Radialistas tem mais um agravante. Por ser historicamente uma área estigmatizada por conta da proximidade a uma comunidade super-carente, o local passou um bom período sendo evitado pelos comunitários, que reclamavam da ação de traficantes e do risco permanente de assaltos.

      Agora, com a revitalização do lugar, com a recuperação da iluminação pública, a reconstrução do passeio público e com a instalação de equipamentos novos, como os parquinhos para a criançada, a praça do Radialistas devolveu aos moradores da região um dos mais caros bens comunitários que é justamente a sociabilidade, onde as pessoas podem circular livremente, com segurança.

      E por falar em segurança, seria recomendável que o local ganhasse um posto permanente da PM, para consolidar de vez a recuperação do espaço dos cidadãos daquele conjunto habitacional e dos bairros circunvizinhos.  
 

sexta-feira, março 13, 2009

Jornalistas paraibanos promovem feijoada de adesão à candidatura de Marcela Sitônio

foto: Fabiana Veloso


Marcela disputa API


por Edmilson Pereira

Uma feijoada de adesão vai marcar o lançamento da chapa encabeça pela jornalista Marcela Sitônio a presidência da Associação Paraibana de Imprensa.
O evento vai acontecer no dia 28 de março (último sábado do mês) a partir do meio dia no Restaurante Panorâmico do Clube Cabo Branco, em Miramar, em João Pessoa.
Será cobrada uma taxa de R$ 10,00 por pessoa e muitas novidades estão previstas para a feijoada festiva que deverá reunir profissionais da imprensa de todo Estados, além de amigos e simpatizantes da candidatura de Marcela Sitônio. Informações pelos telefones 9983-3800 ou 9979-2989

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Mulheres jornalistas promovem quarto encontro na Paraíba.
Será no dia 18 de Abril (um sábado), o Quarto Encontro das Mulheres Jornalistas da Paraíba.
O evento vai acontecer a partir das 15h no restaurante L’Atlantique do Hotel Hardman, em Manaíra, com muitas novidades, descontração e a animação de sempre. A coordenação geral será de Marcela Sintônio, Ruth Avelino, Haceldama Borba e Ana Felipe.
Teremos uma convidada especial  ainda não definida, mas em breve estaremos divulgando.
A coordenação do evento pede que todas as mulheres da imprensa espalhem a notícia e participem dessa grande festa e aos homens que divulguem esse evento com muito carinho...