(*) Heitor Reis é um subversivo e um indivíduo perigoso do ponto de vista dos milicos e de Gilmar Mendes. Engenheiro civil, militante do movimento pela democratização da comunicação e em defesa dos Direitos Humanos, membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida (www.cmqv.org) e articulista. Nenhum direito autoral reservado: Esquerdos autorais ("Copyleft"). Contatos: (31) 9208 2261- heitorreis@gmail.com - 20/04/2009
terça-feira, abril 21, 2009
Lula, Pilatos, o diploma de jornalismo e o decreto da Confecom
(*) Heitor Reis é um subversivo e um indivíduo perigoso do ponto de vista dos milicos e de Gilmar Mendes. Engenheiro civil, militante do movimento pela democratização da comunicação e em defesa dos Direitos Humanos, membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida (www.cmqv.org) e articulista. Nenhum direito autoral reservado: Esquerdos autorais ("Copyleft"). Contatos: (31) 9208 2261- heitorreis@gmail.com - 20/04/2009
sábado, abril 18, 2009
Multimídia, eu?

Olha, na moral: quando eu estudei para ser jornalista não tinha essa onda de “multimídia” não! O cara se formava mesmo no nobre ofício do Jornalismo, que é uma das possíveis habilitações do curso superior em Comunicação Social. Me chame de “comunicólogo”, mas, pelo amor a Deus, não me chame de “multimídia” não. Por caridade!
O que está ocorrendo com o jornalismo é uma espécie de “esvaziamento” deontológico. A profissão foi sendo moldada, conforme a tecnologia foi avançando. Eu sou do tempo dos cursos de datilografia, saca?! Não tinha essa ondinha de computadores, internet e as pós-modernidades facilitadoras da atualidade. Nós trabalhávamos com informações e nada mais. Essa é a principal tecnologia disponível aos jornalistas.
Mas hoje, um grupo de notáveis professores doutores, a exemplo, do guru alagoano do pensamento comunicacional, José Marques de Melo, defende, junto ao MEC, uma reformulação no currículo do jornalismo, para tornar o curso de graduação mais apto a preparar “profissionais multimídia”. Eles argumentam que as nova tecnologias de comunicação exigem um jornalista que domine as novas ferramentas, operando especialmente no universo digital.
Mas isso já acontece na prática! Os acadêmicos de jornalismo hoje são verdadeiros hakers, que adoram blogues, fotografia e cinema digital. Todos sacam softwares, como os editores de texto, Word, ou os similares livres da BrOffice, com o qual escrevo agora. Muitos também são exímios programadores e artistas visuais, operando a última versão do Corel Draw ou do Photoshop.
O webjornalismo já se tornou uma realidade promissora para nossa profissão. A blogosfera pública se transformou, fundamentalmente, na mais nova metáfora idealizada por Habermas. O ato de postar escritos tornou-se tão volátil e simples, que banalizou o jornalismo, como se todos fôssemos capazes de escrever notícias.
Não é bem assim! Existem técnicas por trás desse ofício. Como um ortopedista que recoloca os ossos em seus devidos lugares, ou os dentistas que “consertam” nossas bocas. Nesse sentido, o que queremos não são os aprimoramentos das técnicas de “escritas”, mas das metodologias de produção e organização cognitiva. O que se discuti aqui não é, essencialmente, como se produzem notícias, mas o que se coloca nesse noticiário. A plataforma e as embalagens do jornalismo são secundários, o que se prioriza são os conteúdos e suas relações com o processo de construção de determinada realidade social.
Para alguns intelectuais descolados pode até parecer “bacana” se auto-intitular “multimídia”. O cara nem é jornalista, nem é relações públicas, nem é publicitário, nem é marketeiro, nem é cineasta, nem é radialista, não é designer, mas enche a boca para dizer aos quatro cantos “eu sou um multimídia!”.
Mídia é apenas a plataforma. Um comunicador mutimídia seria o profissional que domina e se expressa em várias plataformas comunicacionais. Não é uma profissão, um ofício. Se fosse no campo da medicina, um clínico geral poderia se dizer “médico multimídia”. Um jogador de futebol multimídia seria aquele que desempenhasse a função de goleiro, zagueiro, meio-campista e atacante. Ou seja, multimídia faz tudo e não faz bem nada.
Portanto essa proposta de escolas de Comunicação formarem multimídias é uma piada (de péssimo gosto!). A sociedade não pode prescindir do jornalista, mesmo que esse tenha que dominar várias mídias. O jornalismo é uma função social e não meramente técnica ou tecnológica.
sexta-feira, abril 03, 2009
Associados sem Norte!
Associados sem Norte!
Crise econômica mundial compromete sustentabilidade dos Diários Associados
A sociedade paraibana assiste inerte e estupefata o desmantelamento de uma de suas empresas midiáticas mais antigas. Trata-se do processo de re-engenharia administrativa porque passa o centenário jornal O Norte, onde iniciei minha carreira como repórter em 1991. Nos últimos dias os bastidores da imprensa tabajara fervilham com as informações sobre o empastelamento corporativo do jornal do grupo dos Diários Associados, fundado pelo lendário paraibano Assis Chateaubriand.
Todo mundo sabe que o jornalismo impresso vive uma crise de sustentabilidade desde a consolidação da internet como plataforma para o jornalismo dos tempos modernos. Não bastasse esse fator, O Norte sofre, historicamente, de gerenciamento administrativo ineficiente e, em alguns momentos, perdulário. Muito provavelmente herança maldita do modus operandi consagrado por Chatô.
Sobre o magnata pioneiro da mídia nacional a revista IstoÉ publicou certa vez, quando promovia uma eleição para o brasileiro do século, o seguinte trecho: “(...) Logo ele abandonou o projeto de dar aulas e se tornou um jovem respeitado nas redações cariocas. Mas continuou se dedicando aos tribunais durante três anos. Juntou dinheiro, acumulou contatos e, em 1924, comprou O Jornal. Substituiu artigos soníferos por reportagens instigantes e deu certo. No ano seguinte, Chatô arrebatou o Diário da Noite, de São Paulo. A ética quase nunca constava da tática para crescer. Chantagiava as empresas que não anunciassem em seus veículos e mentia descaradamente para agredir os inimigos. Farto de ver seu nome na lista de insultos, o industrial Francisco Matarazzo Jr. ameaçou 'resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta.' Chateaubriand devolveu: 'Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo'”.
A primeira providência que os gestores dos DA tomaram foi transferir a superintendência de O Norte para Recife. O matutino já vem sendo impresso há anos nas máquinas rotativas impressoras do Diário de Pernambuco. Talvez essa tenha sido uma medida prudente para afastar a direção do jornal da influência daninha da politicagem paraibana. Sabe-se, por exemplo, que o recém-empossado governador José Maranhão andou mexendo os pauzinhos para boicotar a nomeação do advogado Oswaldo Jurema, que estava sendo cogitado para a direção geral da empresa na Paraíba.
Na semana passada circulou a notícia que a empresa demitiria cerca de 70 pessoas na Paraíba, inclusive boa parcela de jornalistas. Agora sabemos que nem o editor Joanildo Mendes foi poupado. E com ele receberam o bilhetinho azul (na TV e no jornal) Luís Carlos, Sílvio Osias, Luiz Torres, Martinho Moreira Franco, Gonzaga Rodrigues, Ricardo Anísio, Emmanuel Noronha, José Nunes, José Euflávio, José Cabral, Adriana Crisanto e mais alguns.
O presidente da API, João Pinto, teria tentado interceder pelos jornalistas junto à direção dos DA e também junto ao governador Maranhão. Esperava-se que as entidades representativas dos jornalistas publicassem suas opiniões sobre o “passaralho” no grupo de mídia de O Norte & Cia. Mas isso só ocorreu ontem, dia 2/04, com a divulgação de uma óbvia e tosca “nota de repúdio”.

Jornal da Paraíba divulgando Sindicato dos Jornalistas? Estranho, não???
Enquanto isso o Jornal da Paraíba publica matéria falando da “mobilização” para um suposto “ato público” que o Sindicato dos Jornalistas da Paraíba teria feito, ontem, defronte ao Palácio da Justiça, na Praça dos Três Poderes. A notícia não traz fotos do evento. Estranho uma empresa de comunicação investindo nessa informação. É bom demais prá ser verdade!
Os Diários Associados, por sua vez, passam por uma re-engenharia empresarial que se arrasta há quase duas décadas. O grupo passou a investir em gazetas mais populares, vendidas ao preço de meio real. Assim já temos o Aqui DF, Aqui MG, Aqui MA e Aqui PE. É um novo conceito de jornalismo, basicamente de serviço, pouco opinativo ou interpretativo, em tamanho dos tablóides ingleses. 
Antigos jornalões também encolheram de tamanho, como o JB, e aqui na Paraíba o velho chapa-branca A União. Talvez O Norte e o DB tenham que experimentar uma fase encolhida também. O importante, afinal, é que a empresa mantenha os postos de trabalho para o jornalismo, pois certamente seus profissionais são os menos responsáveis pela crise global que ataca essa empresa e tantas outras mundo afora.
O grosso das demissões se concentraram em funcionários antigos da empresa, não porque estejam ultrapassados, mas porque são donos de consideráveis fundos de garantia por tempo de serviço, mais conhecido como FGTS, que os DA teimosamente sempre detestou recolher.
terça-feira, março 24, 2009
VÂNDALOS DEPREDAM PRAÇA NOVA DO RADIALISTAS
O povo brasileiro ainda precisa percorrer um longo caminho até se tornar um povo cidadão de fato e de direito. Um exemplo dessa deficiência cidadã os moradores do Conjunto dos Radialistas, que fica colado com o Geisel, já podem assistir cotidianamente na praça recém-reformada pela Prefeitura de João Pessoa. Antes mesmo da inauguração oficial do novo espaço público parte dos equipamentos do novo playground já foi roubado. Isso mesmo: roubaram os balanços do parquinho das crianças.
Alguém, provavelmente, achando-se mais esperto do que todo o restante da comunidade resolveu levar as cadeirinhas do balanço do parque infantil prá casa. “As cadeirinhas não ficaram aí nem uma semana sequer pra que as crianças pudessem usar”, atesta um dos moradores vizinhos da praça, que prefere não se identificar para evitar represálias dos malfeitores. O local sofreu a revitalização que a PMJP vem fazendo em vários bairros da cidade, mas alguns problemas já começam a surgir precocemente.
Além do desaparecimento das cadeirinhas do balanço, outro “defeito” começa a surgir na obra ainda inacabada: o surgimento de um formigueiro imenso no espaço do jardim central. “Eles deveriam ter eliminado o formigueiro antes de reformarem a praça”, diz a estudante Rosa Almeida, que passou a frequentar a praça depois da reforma.
Noutras praças reformadas pela prefeitura foi nomeado a figura do curador, um membro da comunidade responsável pela conservação do equipamento comunitário. No Bancários, por exemplo, o músico Kennedy Costa assume a função, promovendo eventos, shows e outras ações de utilização e valoriação para esse tipo de espaço urbano comunitário.
No caso da praça do Radialistas tem mais um agravante. Por ser historicamente uma área estigmatizada por conta da proximidade a uma comunidade super-carente, o local passou um bom período sendo evitado pelos comunitários, que reclamavam da ação de traficantes e do risco permanente de assaltos.
Agora, com a revitalização do lugar, com a recuperação da iluminação pública, a reconstrução do passeio público e com a instalação de equipamentos novos, como os parquinhos para a criançada, a praça do Radialistas devolveu aos moradores da região um dos mais caros bens comunitários que é justamente a sociabilidade, onde as pessoas podem circular livremente, com segurança.
E por falar em segurança, seria recomendável que o local ganhasse um posto permanente da PM, para consolidar de vez a recuperação do espaço dos cidadãos daquele conjunto habitacional e dos bairros circunvizinhos.
sexta-feira, março 13, 2009
Jornalistas paraibanos promovem feijoada de adesão à candidatura de Marcela Sitônio
Uma feijoada de adesão vai marcar o lançamento da chapa encabeça pela jornalista Marcela Sitônio a presidência da Associação Paraibana de Imprensa.
O evento vai acontecer no dia 28 de março (último sábado do mês) a partir do meio dia no Restaurante Panorâmico do Clube Cabo Branco, em Miramar, em João Pessoa.
Será cobrada uma taxa de R$ 10,00 por pessoa e muitas novidades estão previstas para a feijoada festiva que deverá reunir profissionais da imprensa de todo Estados, além de amigos e simpatizantes da candidatura de Marcela Sitônio. Informações pelos telefones 9983-3800 ou 9979-2989
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Mulheres jornalistas promovem quarto encontro na Paraíba.
Será no dia 18 de Abril (um sábado), o Quarto Encontro das Mulheres Jornalistas da Paraíba.
O evento vai acontecer a partir das 15h no restaurante L’Atlantique do Hotel Hardman, em Manaíra, com muitas novidades, descontração e a animação de sempre. A coordenação geral será de Marcela Sintônio, Ruth Avelino, Haceldama Borba e Ana Felipe.
Teremos uma convidada especial ainda não definida, mas em breve estaremos divulgando.
A coordenação do evento pede que todas as mulheres da imprensa espalhem a notícia e participem dessa grande festa e aos homens que divulguem esse evento com muito carinho...