quarta-feira, maio 18, 2011

Motim no SINDJORCE

Claylson: Alvo do fogo-amigo (Arquivo SINDJORCE)


Deborah Lima: ex-presidente (Arquivo FENAJ)


Em menos de um ano depois da última eleição para a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Ceará,ocorrida em julho passado, uma grave crise interna pode levar a entidade a realizar novas eleições dentre em breve. É que diretores da entidade se amotinaram contra o atual presidente, Claylson Martins, acusado de agredir moralmente a jornalista Angela Marinho, integrante da Comissão de Ética daquele sindicato. O pivô dos desentendimentos teria sido o corte de uma ajuda de custo, no valor R$ 1.519,49 mensais, que o SINDJORCE oferece ao presidente da entidade. Os diretores alegam que o corte ocorreu apenas por motivos de contenção de gastos, tendo em vista que o saldo negativo da entidade é hoje de R$ 33.462,25.

"No último dia 09 de maio, em meio a uma discussão, o repórter fotográfico Evilázio Bezerra partiu para agressão física, fato injustificável, alegando que eu teria prejudicado a imagem do sindicato do Ceará junto à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Em minha correspondência à Fenaj, relatei os casos de abusos, intimidações e desmandos aqui ocorridos. Na verdade, usam este argumento para tentar explicar outro ato injustificável: o golpe e minha destituição do cargo de presidente da entidade por não concordar com as práticas aplicadas ao longo dos últimos anos. Tentam, também, a nível nacional, dificultar a relação dentro da diretoria, a exemplo do que ocorre aqui", relata Martins numa carta-aberta distribuída essa semana nas redações cearenses.

O presidente acrescenta: "Com uma diretoria quase que inteiramente formada pela ex-presidente, a maioria dela é ampla. Subitamente, talvez por este motivo, diretores deixam de reconhecer que houve a agressão, registrada em BO e em exame de Corpo Delito para que haja um resguardo mínimo dos meus direitos enquanto pessoa, valores que deveriam ser defendidos por toda a diretoria. Surpreende-me que esbravejem em defesa dos trabalhadores agredidos em manifestações- e assim deve ser - e deixem que o mesmo ocorra de forma silenciosa, covarde e ardil dentro do próprio sindicato. Como se pode pregar uma coisa e praticar outra?".


"Espanta-nos também como uma atitude responsável com as finanças do sindicato tenha sido interpretada pelo presidente como uma tentativa da diretoria de forçá-lo a renunciar. Aliás, se isso ocorrer, nenhum dos diretores poderá assumir o cargo do atual presidente, já que o Estatuto do Sindjorce, em seu artigo 23 prevê, nesses casos, a convocação, num prazo de 30 dias, de nova eleição para preencher a vacância até o fim do mandato. Portanto, a versão de tentativa de “golpe” é refutada pelo próprio Estatuto da entidade", rebate texto dos diretores amotinados publicado no site do SINDJORCE
Martins é também diretor do Departamento de Relações Internacionais da FENAJ, que ainda não se manifestou sobre o caso.

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Blogueiros, uní-vos!


Nesta sexta-feira, 20, no auditório da PBTUR, localizado no bairro de Tambaú, acontece o Encontro de Blogueiros e Redes Sociais na Paraíba. A promoção do evento é do Centro de Estudos Barão de Itararé. A programação inclui debates, oficinas de blogs e de redes sociais, além de apresentação sobre assessoria jurídica para blogueiros. Entre os convidados está o governador Ricardo Coutinho (PSB). No dia seguinte, em Olinda, o encontro se repete no auditório Ribeira do Centro de Convenções, com a presença do jornalista Paulo Henrique Amorim. As inscrições são gratuitas e mais informações podem ser obtidas através do hotsite http://www.blogueiros.net.br.

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Wikileaks tabajara

A impressão que tenho é que o colunista Rubens Nóbrega (Jornal da Paraíba) exerce um papel semelhante ao do editor do Wikileaks, guardadas as devidas especificidades de conteúdos e do meio. Isso é imprescindível para a saúde da nossa democracia. Sobre sua coluna da semana passada entitulada "Transparência zero", acho que o novo governo deveria adotar a estratégia que a Petrobras e, agora também, a Infraero usam para responder questionamentos enviados pelos jornalistas sobre temas polêmicos, publicando as respostas em seus respectivos sites oficiais. Veja aqui: http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D58679%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D6359903001%26fnt%3Dfntnl

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Carros oficiais com placa de fora
Uma outra coisa que tem me incomodado muito na nova gestão estadual é aquela velha historia de alugar carros para o serviço público. É só dar uma passada lá no Centro Administrativo pra perceber a quantidade de carros locados. O pior: todos com placas de fora da Paraíba, o que significa que o próprio Estado sabota seu  recolhimento de impostos ao alugar veículos emplacados em Natal, BH ou Curitiba... Alguém poderia nos explicar que lógica é essa?

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CONSEA-PB DISCUTE MERENDA
O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado da Paraíba (CONSEA-PB), realiza assembléia geral ordinária do mês de maio  hoje, a partir da 14 horas, na Casa dos Conselhos, que fica na rua Visconde de Pelotas, nº 58, Centro, Praça Dom Adauto, fone: 3218-5630; para cumprimento da seguinte pauta: 1 - Encaminhamentos para a 3ª CESAN; 2 - Discussão sobre o problema da Merenda Escolar juntamente com o Conselho de Alimentação Escolar do Município de João Pessoa e do Estado e o Consea de João Pessoa; 3- Apresentação do Relatório da Audiência sobre a Colchonilha do Carmim; 4- Informes.   

terça-feira, maio 17, 2011

Mineiros não querem mudança

Em Minas Gerais os jornalistas também não querem saber de mudanças em seu sindicato. Com 252 votos, 49,9% do total de votos válidos, a Chapa 1, "No Rumo Certo", encabeçada por Eneida Ferreira da Costa, venceu a eleição ocorrida no último dia 13. Duas chapas de oposição dividiram os votos dos insatisfeitos com a atual direção: a Chapa 2, "Oposição Sindical", obteve 118 votos e a terceira disputante, "Por um novo tempo", conseguiu 124. Se estivessem juntas teriam perdido da mesma forma, mas por apenas 10 votinhos... A "nova" diretoria toma posse em 20 de junho para um mandato de 3 anos.


NAPOLEÃO & O ALGODÃO
Beltrão: palestra sempre empolgante (Foto: Dalmo Oliveira)
O chefe-geral da Embrapa Algodão, de Campina Grande, Napoleão Beltrão, fez palestra hoje pela manhã na sede da Emater, na estrada de Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa. Ele falou da revitalização da cultura do algodão na Paraíba, apontando alternativas para a organização da produção, capacitação de técnicos e produtores. Beltrão, que tem uma performance descontraída e um tanto quanto apocalíptica, falou por mais de uma hora sobre diversos aspectos, especialmente sobre conservação do solo na cotonicultura nordestina e paraibana. 

LIXO EXTRAORDINÁRIO
O mais novo escândalo da praça tem um monte de lixo como base de fundo. A autarquia da Prefeitura de João Pessoa, EMLUR, é o novo calcanhar-de-aquiles do prefeito Luciano Agra (PSB). Detalhe: o diretor da empresa de limpeza (ou seria de sujeira) é irmão do ex-prefeito Ricardo Coutinho, hoje respondendo pelo Governo estadual.Cori Coutinho foi nomeado ainda na gestão do brother, mostrando que nepotismo continua sendo uma chaga no serviço público mesmo nas administrações ditas "socialistas". Há pouco tempo, os trabalhadores da limpeza pública fizeram uma greve. Na ocasião eu havia estranhado que a questão da terceirização não entrara na pauta do movimento paredista. Assim, a EMLUR avança na contratação de terceiros e de empresas privadas para operar um serviço que deveria ser executado por pessoal concursado e exclusivamente pela autarquia pública.

sexta-feira, abril 08, 2011

API traz jornalista da Rede TV para palestra sobre ética

Marcela e Kennedy: ética no jornalismo em pauta 

A convite da API, com apoio do SEBRAE e da Faculdade Maurício de Nassau, jornalista Kennedy Alencar, da RedeTV, discutiu ética em palestra ontem, dia 7, em João Pessoa. Na abertura, Alencar disse que veio por conta própria, para evitar comprometimento com os apoiadores do evento. "Não sou paletrista", disse.
Mineiro, ex-articulista do Painel da Folha de S. Paulo, morando em Brasília, Kennedy cobriu a guerra no Kossovo. Alencar, que estudou Direito, mas não concluiu, declarou, para uma platéia repleta de estudantes de jornalismo, que é contra obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão. Ele disse, entretanto, que defende a melhoria das escolas superiores de jornalismo. Alencar reconheceu importância do Código de Ética da Fenaj, ressaltando a responsabilidade social da profissão e condena sensacionalismos.
Ele confessou que ainda não está convencido da necessidade do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), mas acha que deve ser composto por representantes de vários segmentos e entidades da sociedade civil, como OAB. Demonstrando visão neoliberal sobre as empresas jornalísticas, ele disse ser legítimo "vender" o produto notícia, como maneira de garantir independência em relação ao Estado e interesses corporativos. “É importante que os jornais operem no azul, para garantir liberdade editorial”, diz.
Alencar falou também sobre Wikileaks, argumentando que o jornalista não pode cometer crimes para obter informações, mas pode usar informações obtidas com crimes cometidos por terceiros. Citou o caso do vazamento de documentos confidenciais patrocinado por militares estadunidenses.
A palestra de Alencar, a rigor, não trouxe novidades, mas agradou a estudantada que veio de Campina Grande. A organização vacilou no ordenamento das perguntas do debate. Alencar levou uma penca de perguntas para responder por email (kalencar@uol.com.br). Vários jornalistas que queriam fazer perguntas orais não tiveram oportunidade.
Rubens Nóbrega, Luiz Torres, Joanildo Mendes, Maria Helena Rangel e Dercio Alcântara eram alguns medalhões do jornalismo presentes ao evento. A sensação que ficou é de que Alencar não estava preparado para discutir o tema proposto pela API. Talvez tivesse sido mais proveitoso se ele falasse sobre a relação mídia e poder, tema em que está mais familiarizado.
Alencar: 20 anos nos bastidores da grande imprens(Fotos: Dalmo  Oliveira)

O presidente do Sindicato dos Jornalistas surpreendeu a todos ao anunciar que está matriculado em curso de jornalismo na Maurício de Nassau. O representante do Sindicato anunciou debate sobre ética no jornalismo paraibano, amanhã (sábado), 9h30, no auditório da OAB-PB. 

Os jornalistas e a saúde

Por Dalmo Oliveira*

O Dia do Jornalista, 7 de abril, ficou ainda mais ofuscado esse ano na Paraíba por conta das comemorações do Dia Internacional da Saúde, celebrado nesta mesma data. Nos quatro jornais impressos que circulam no estado a data da saúde hegemonizou os espaços publicitários em meio ao noticiário convencional e às propagandas de automóveis.
Apenas o jornal estatal, A União, trouxe um editorial refletindo sobre nossa categoria. Um texto aparentemente favorável, mas que no finalzinho declara uma certa dispensabilidade do diploma para o exercício da profissão. Não sei exatamente as causas, mas esse ano, injustificavelmente, o “nosso” sindicato não fez circular sua posição sobre a data.
Como estamos vivendo um momento em que a saúde pública está na ordem-do-dia, é oportuno que aproveitemos essa data para refletir um pouco sobre como anda a saúde coletiva da nossa categoria, exposta cotidianamente a todo tipo de pressão.
Nesse aspecto, acho que a saúde mental dos jornalistas no exercício da profissão continua sendo a área mais afetada nesses trabalhadores. De qualquer forma, já foram maiores os índices de alcoolismo e de uso abusivo de drogas no seio dessa categoria laboral. Problemas que empurram esses profissionais para as dependências químicas – álcool liderando com folga.
É preciso, no entanto, apontar para o foco originário dos maiores problemas mentais (ou comportamentais) desses trabalhadores: o ambiente extremamente estressante e competitivo das redações, com suas rotinas em tempo exíguo, cobranças diárias de resultados (textos) e a presença crescente do assédio moral.
Não é difícil encontrar gente que desistiu da profissão depois de alguns anos de trabalho nas redações. Jornalistas demitidos sem justa-causa, apenas por reivindicar publicamente seus direitos, ou por se aproximar da entidade sindical. Jovens repórteres humilhadas diariamente pelo assédio machista de chefes e de fontes. Rapazes e moças oprimidos e agredidos por assumirem determinada opção de sexualidade.
Some-se aos fatores psicossociais, as condições precárias e desumanas de trabalho, com cargas-horárias de até 12 horas ao dia. A necessidade de empregar-se em até quatro ou cinco lugares diferentes para tentar garantir uma vida mais digna, já que o piso-salarial dos jornalistas continua insatisfatório e aviltante.
Nossa saúde também é fragilizada em decorrência da exposição excessiva à telas de computador, aos ambientes super-refrigerados e a uma alimentação apressada e de baixa qualidade, dada a indisponibilidade de tempo para uma parada descente para a principal refeição diária.
O jornalista, assim, vai acumulando problemas neurocognitivos, gastro-intestinais, doenças da coluna vertebral, dos punhos e ombros, distúrbios da circulação sanguínea e da pressão arterial, tabagismo, alcoolismo, diabetes, cefaléias, AVCs, infartos e tantos outros males decorrentes de uma vida massacrada por um cotidiano profissional insalubre e comprometedor.
Em resumo: essa profissão é de matar!

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*Dalmo Oliveira é jornalista desde os 19 anos, formado pela UFPB, com mestrado em Comunicação pela UFPE. Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba. É assessor ad hoc da Coordenação de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.

segunda-feira, abril 04, 2011

Grandezas & pequenezas na Paraíba pós-republicana

Por Dalmo Oliveira*













Parte da mídia paraibana adotou, recentemente, um discurso, que tem sua origem no campo político, para adjetivar atitudes dos, assim chamados, “homens públicos” das terras tabajaras (ou seriam potiguaras?). É um discurso que classifica as pessoas por seus gestos de “grandeza” ou por suas pequenezas.
Alguns radialistas e jornalistas adotaram esse discurso difundido, essencialmente, pelos “porta-vozes” do grupo político que responde pelo novo governo. Geralmente, a ideia de “grandeza”, dentro desse esquema discursivo, está intimamente associada a posicionamentos colaborativos, revisionistas ou adesistas. Dessa forma, existe “grandeza”, quando um antigo opositor colabora, de alguma forma, com o novo estabelecimento partidário-ideológico, vencedor do último pleito eleitoral.
Grande, dessa maneira, é o sujeito público que aderiu, ou, como diríamos na Paraíba dos 30's, “virou a casaca”. O reforço desta argumentação está sempre balizado nos ideiais de republicanismo. Então, “ter grandeza”, significa “agir de forma republicana”.
A “grandeza”, por esse prisma, está sempre sendo atribuída aos aliados, aos companheiros, aos seguidores, aos auxiliares e, especialmente, aos ex-desafetos. Essa discursividade não vê “grandeza” em quem não esteja alinhado ao pensamento consensualizado dos “vencedores” gestores de plantão.
É uma estratégia discursiva que está por trás de uma busca da hegemonia do que se convencionou chamar de “pensamento único”. Emir Sader1 explica o fenômeno assim:
O maior debate de ideias do nosso tempo é aquele que opõe o pensamento crítico ao pensamento único. A hegemonia neoliberal impôs o pensamento único e o Consenso de Washington como formas dominantes de enfocar a realidade e orientar as formas de vida das pessoas. Apologia do mercado, desqualificação dos Estados, taxação das políticas sociais como “populismo”, tentativas de desmoralização de tudo o que diferisse do capitalismo e do liberalismo, criminalização dos movimentos sociais e das suas lutas, entre outras fórmulas, foram disseminados pela mídia, pelas grandes editoras, ocupando espaços conquistados pelas grandes empresas monopolísticas.


Independentemente do matiz ideológico, entre nós, o pensamento único é sempre ditado por quem exerce o poder na atualidade. Existe um ditado que reforça essa lógica: “manda quem pode, obedece quem tem juízo!”. Ou seja, se você não estiver de acordo com a discursividade emitida pelo “locutores” do pensamento único do plantão, você está na oposição ou é considerado “autista político”.
Se sua posição for oposta à dos emissários do pensamento único vigente, então, sim, sua performance social será sempre taxada como “pequenez”. O discurso hegemônico tentará sempre apequenar suas tomadas de decisão, seus posicionamentos, sua fala e denúncias.
Desqualificação e diminuição estão na gênese discursiva que opera os conceitos de “grandeza” e de “pequenez” pela mídia política paraibana. Com isso, não importa a ficha corrida do opositor, não importa o quanto ele tenha feito em prol do bem público, de nada vale a estatura moral, ética e intelectual dos adversários: se não concordar com o novo posicionamento hegemônico, suas atitudes públicas serão sempre adjetivadas como “pequenez”.
O que nos assusta, fundamentalmente, em toda essa orquestração discursiva midiática é a facilidade com que nossos “homens de imprensa” se amoldam às novas realidades político-partidárias. Poucos sabem o que determina, de fato, a mudança repentina nas opiniões prestigiosas dos operadores da mídia provinciana.
O fato é que ninguém pode prever o posicionamento dos formadores da opinião pública paraibana de uma eleição para outra. Tudo vai depender das acomodações corporativas. Os pilares basilares do jornalismo ético, cidadão, responsável socialmente não servem de alicerce para a postura profissional de 90% dos coleguinhas da imprensa paraibana. A maioria sequer conhece o Código de Ética da categoria. Quer um conselho: Fuja da briga entre "Daví" e "Golias", desligue a mídia.

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*Dalmo Oliveira é jornalista, formado pela UFPB desde 1991. Mestre em Comunicação pela UFPE desde 2007. Ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba.
1http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emir-sader-pensamento-critico-contra-pensamento-unico.html