terça-feira, junho 28, 2011

Embrapiano no INCRA

Morais: da Embrapa pro Incra (Fonte: blogdomarcantero)
Na próxima segunda, dia 4, a partir das 10 horas, ocorre a cerimônia de posse do novo superintendente do Incra na Paraíba, o embrapiano Lenildo Morais, que comandou nos últimos anos o Escritório de Negócios e Sementes da Embrapa em Campina Grande. Conheci Morais há mais de dez anos, quando ele ainda era presidente da secção sindical do SINPAF, o sindicato dos servidores da estatal do Ministério da Agricultura. Com a chegada do PT ao Palácio do Planalto, no Lula I, Lenildo engrenou uma carreira político-administrativa fabulosa, tendo ido morar em Brasília durante a gestão lulista. À frente do INCRA, ele traz uma larga experiência gerencial, além do suporte político, que poderá alavancar uma fase de avanços naquele instituto.

segunda-feira, junho 27, 2011

Graziano é novo Diretor-Geral da FAO


Graziano vai substituir Jacques Diouf que dá adeus à FAO (Foto: Dalmo Oliveira/05/07/2007)
José Graziano foi eleito neste domingo,26, o novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). O ex-ministro de Segurança Alimentar do governo Lula ocupará o cargo no período de janeiro de 2012 a julho de 2015. Desde 2006, Graziano atua como representante da Agência para América Latina e o Caribe. A eleição ocorreu durante a 37ª Conferência da FAO, em Roma. Graziano recebeu 92 dos 180 votos e vai substituir o senegalês Jacques Diouf, que permaneceu por 17 anos à frente da FAO. Em 2007, durante a Conferência Nacional de Segurança Alimentar, em Fortaleza (CE), este blogueiro entrevistou o Sr. Diouf: leia aqui.
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Gilberto Gil ratifica origens regionais (Foto: Dalmo Oliveira)

Gil toca novamente em Jampa

O ex-ministro da Cultura, cantor e compositor Gilberto Gil, apresenta amanhã à noite aqui em Jampa o show ‘Fé na Festa’, a partir das 22h, dentro da programação do ‘São João de João Pessoa – O Melhor da Gente’, numa promoção da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope). O novo show de Gil está recheado de xote, maxixe e baião, animando o público que se fizer presente ao Ponto de Cem Réis na noite desta terça-feira (28).

Com relise da SECOM/PMJP

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Solistas fazem homenagem a Radegundis




O trombonista paraibano Radegundis Feitosa, falecido ano passado num trágico acidente automobilístico, será homenageado nesta quinta-feira, 30, a partir das 20 horas, no Cine Banguê do Espaço Cultural, em João Pessoa, durante um grande concerto com solistas, coro e orquestra. A entrada é gratuita, mas chegue cedo.

domingo, junho 26, 2011

25 de maio: bênção, Mamãe África



Maria Stella de Azevedo Santos*
Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá
opo@gmail.com


Ainda de pouco conhecimento da sociedade é o fato de hoje, 25 de maio, se comemorar o Dia da África. Data escolhida porque em 1963 a Organização de Unidade Africana, hoje com o nome de União Africana, foi fundada com o objetivo de ser, internacionalmente, a voz dos africanos. Hoje, o Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá está recebendo uma média de cinquenta professores da rede municipal, juntamente com o seu secretário, para conosco comemorar este dia, que se constitui em uma tentativa de que os olhos e os corações do mundo se preocupem e se ocupem de cuidar do povo desse continente, mas também de aprender e apreender sua sabedoria, que, como neta de africana e iniciada em uma religião que tem em África sua matriz, foi a mim transmitida. Oportunidade que tudo faço para não desperdiçar.

Muitas sementes da sabedoria dos africanos, em mim plantadas, ainda não encontraram terreno fértil para germinar, mas não desisto e, por isso, cuido desse terreno em todo momento. Outras há, no entanto, que cresceram e até deram frutos. Foi assim refletindo que resolvi homenagear o berço da humanidade – a África -, aproveitando este precioso espaço de comunicação que a mim foi concedido para, humildemente, tentar espalhar essas sementes, na esperança que elas caiam em terrenos férteis.

Foi através da tradição oral, chamada na língua yorubá de ipitan, que entrei em contato com a maravilhosa arte de viver do africano, que tem na alegria um de seus fundamentos. Entretanto, nós brasileiros, que temos nesse povo uma de nossas descendências, não devemos correr o risco de sermos megalomaníacos e considerar a filosofia africana a melhor. Todo povo possui sua sabedoria, mas a Sabedoria, assim como Deus, é uma só. A mesma base, os mesmo fundamentos, apenas transmitidos de acordo com a cultura e o lugar de viver correspondente. Se foi através da tradição oral que aprendi, é agora na escrita, iwe-kikó, que encontro condições favoráveis para transmitir, a um maior número de pessoas, os ensinamentos absorvidos e os quais ainda pretendo assimilar, de maneira profunda.
Conheçamos, então, um pouco do muito que possui a filosofia do povo africano:

- É na alegria e na generosidade que se encontra a força que se precisa para enfrentar os obstáculos da vida: “Lé tutu lé tutu bó wá” = “Sigamos em frente alegremente, sigamos em frente iluminados, dividindo o alimento adquirido”.
- A palavra tem o poder de materializar o que existe em potencial no universo, por isso os africanos falam muito e alto, quando precisam canalizar sua energia em direção ao que é essencial, mas silenciam nas horas necessárias. Um orin faz entoar: “Tè rolè... Mã dé tè rolè. Báde tè role” = “Eu venero através do silêncio... Eu pretendo cobrir meus olhos e calar-me. Ser conveniente, respeitando através do silêncio”.
- Nosso maior inimigo (como também nosso maior amigo) somo nós mesmos: “Dáààbòbò mi ti arami” = “Proteja-me de mim mesma”.
- O cuidado com o julgamento do outro e também com o instinto de peversidade: “Bí o ba ri o s'ikà bi o ba esè ta ìká wà di méjì” = “Se vir o corpo de um perverso e chutá-lo, serão dois os perversos”.
- O respeito às diferenças: “Iká kò dógbà” = “Os dedos não são iguais”.
- A necessidade de um permanente contato com a Essência Divina que cada um possui: “Eti èmí óré dé ìyàn. Àroyé èmí óré dé ìyà” = “Na dificuldade de decisão e no debate, a Essência Divina amplia a visão para argumentar”.
Como se vê, o corpo da tradição oral africana, que é composto de itan – mito; oriki – parte do mito que é recitada em forma de louvação e vocação; orin – cântico de louvação; adurá – reza; ówe – provérbio serve para nos disciplinar. Entretanto, nenhuma sabedoria tem mais valor do que a filosofia do ìwà, palavra que pode ser traduzida como conduta, natureza, enfim, caráter. Devemos estar atentos aos nossos comportamentos. Pois, como falam os africanos após enterrar um amigo, “ó kù ó, ó kù ó ìwà ré”, querendo dizer, “não podemos lhe acompanhar no resto de sua viagem, agora só fica você e seus comportamentos”.
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* Artigo publicado na editoria Opinião do Jornal A Tarde, no dia 25/05/2011

sábado, junho 25, 2011

Sintonize!

O veículo de comunicação chamado rádio é uma invensão espetacular. Basicamente utilizam-se ondas eletromagnéticas de frequências disponíveis na atmosfera formadas pela concentração do éter, um excelente eletrocondutor. É a partir dessa observação físico-química, que defendemos a ideia de que as transmissões de rádio devem ser livres, porque o éter que monta as ondas do rádio são um bem comum, como água e ar.


Depois do préambulo acima, quero apenas dizer que nossa experiência à frente do programa "Alô Comunidade!", que tem sua segunda edição indo ao ar daqui à pouco pela Tabajara AM, na frequência de Ondas Médias de amplitudes moduladas em 1110 kilohertz, tem sido muito gratificante. Primeiro pelo fato de ver velhos jornalistas redescobrindo os "macetes" do radiojornalismo. Por outro lado, jovens comunicadores, sem formação jornalística, cooperando de igual pra igual com os "diplomados".


Um programa de rádio é um laboratório incrível de vivência, de cooperação e ajuda mútua. É um caldeirão de ideias, de estilos, de discursos. Pelo menos tem sido essa minha sensação em colocar no ar o "Alô Comunidade!". A mídia eletrônica é poderosíssima pelo fator de poder dialogar "ao vivo" com os ouvintes e espectadores. É aí que se concentram sua força e seu encanto. Nossa missão seria despertar as pessoas sobre o potencial da comunicação comunitária. Abrir caminhos, como um orixá midiático, para que as informações trafeguem de um canto para outro.

Obrigado pela escuta!
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Graziano disputa FAO
(Wilson Dias/ABr; Fonte: http://veja.abril.com.br/)
José Graziano, ex-ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome, idealizador e fundador do Programa Fome Zero, é um dos favoritos à direção mundial da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), órgão da ONU para a agricultura e alimentação. A eleição para os cargos da FAO ocorrerá neste domingo, 26, em Roma. O Programa já cacifou Lula para o Prêmio Nobel da Paz e continua levando o Brasil para o topo das discussões de combate à fome em nível de mundo.

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Confusão em Serraria

Foto: arquivo pessoal
O São João paraibano começou quente em Serraria, no brejo da Paraíba, com as denúncias feitas, via Twitter, pelo jornalista/comentarista do Sistema Correio, Wellington Faias, de que jovens arruaçeiros, ligados a grupos políticos locais, teriam agredido e intimidado seus filhos nesta, quinta, 23, véspera dos festejos. Segundo Farias, os agressores teriam, inclusive, colidido automóveis na tentativa de amedrontar familiares do jornalista, que é um crítico contumaz da administração municipal serrariense. "Vou pedir o apoio da API para exigir ao Estado a garantia da minha integridade física. Meu direito de ir e vir sem ser molestado", tuitou o jornalista. O diretor da Fenaj na Paraíba, Edson Verber, também se manifestou pelo microblog, hipotecando solidariedade ao profissional da imprensa, condenando e classificando o ato com característica "neonazista".

sexta-feira, junho 24, 2011

Neste sábado Tabajara AM tem mais um Alô Comunidade!

Mozart e Marcelo Ricardo durante edição do programa (Foto: Dalmo Oliveira)















A produção é da Sociedade Cultural Posse Nova República, em parceria com a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba (ABRAÇO-PB). Coordenação-geral: Dalmo Oliveira. Coordenação de produção: Fabiana Veloso e Fábio Mozart. Locução: Clévia Paz e Fábio Mozart. Edição de áudio: Marcelo Ricardo e Ricardson Dias.

Amanhã ouviremos o locutor do povão Sílvio Lixo, a doutora Sandra Moura, o comunicólogo Celso Schöreder, o comunitário Carlos Lima, do bairro dos Novaes, a cirandeira Odete de Pilar, o rabequeiro Beto Brito, a rapper Kaline Lima, o DJ Guirraiz, o cantor Túlio Melo e mais uma enfermeira, uma estudante, um consertador de ventilador, um vendedor de feira e um desocupado, moradores do bairro Ernesto Geisel.

Da comunidade do Timbó teremos Naldinho, Juliana, Elizom e Júlio entrevistando João Laurentino, o sanfoneiro “Seu Neguinho”, na rádio comunitária Independente.

Como se vê, o programa está mais temperado do que culinária baiana. Começa às 2 da tarde na Rádio Tabajara AM, na sintonia 1.110 Mhz.

É o porta-voz do movimento de rádios livres e comunitárias da Paraíba na rádio oficial, programa que fala de povo sem apelação, sem locutores grotescos, sem incitação ao crime, sem desrespeito à mulher, à criança e ao pobre.

Fonte: www.fabiomozart.blogspot.com




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Movimentos social e popular preparam prosteto contra baixaria na mídia paraibana 


Reinaldo: Chumbo grosso contra a cidadania (Fonte:  MídiaPB)
Setores ligados ao movimento de mulheres e das rádios livres e comunitárias, além de estudantes de comunicação, estão propondo organizar protestos públicos contra alguns programas radiofônicos e televisionados que “atentam contra a dignidade do ser humano e incitam o crime e o preconceito”. Jornalistas, comunicadores, blogueiros independentes e ativistas de rádios comunitárias estão propondo reunião para organizar protestos contra o que consideram “um verdadeiro desacato à nossa inteligência e aos nossos direitos”, por parte da imprensa paraibana.

O alvo maior dos protestos é o comunicador Anacleto Reinaldo. “Os comentários de Anacleto Reinaldo, em geral, causam perplexidade àqueles que adotam um mínimo de criticidade ao assisti-lo”, afirmouJanaine Aires, jornalista e estudante de Relações Internacionais, membro do Observatório da Mídia Paraibana e militante do Coletivo COMjunto de Comunicadores Sociais.

“Na televisão ele ainda "pega leve. No seu programa de rádio é que ele fica à vontade pra botar pra fora toda sua ignorância e preconceito. Certa vez esse senhor, em seu programa de rádio, comentando um caso em que a mulher denunciou o marido por agressão e este foi preso com base na Lei Maria da Penha, começou a dizer no ar que essa Lei deveria se chamar "Maria da rapariga". Imaginem vocês um ‘comunicador’ ir ao ar pra falar uma coisa como esta!”, disse Fabiano, estudante de comunicação. “Liberdade de expressão não quer dizer falta de responsabilidade com o que se veicula, seja no rádio ou na TV. É preciso que alguém se responsabilize pelo que esses caras falam. Anacleto, Samuka, Mofi e muitos outros representam um retrocesso para a mídia paraibana”, finalizou.

“Este não será um ato ‘contra a imprensa’ visando ‘silenciar’ comunicadores popularescos. Muitos de nós somos jornalistas e sempre lutamos contra qualquer tipo de censura (do Estado ou dos donos da mídia), sempre defendemos uma imprensa livre, masAnacleto, Mofi, Samuka, qualquer um desses, não é uma questão somente para os direitos humanos, mas para todos nós que não aguentamos e não aceitamos mais esse tipo de postura dos meios de comunicação. Não há ética, não há princípios, não há respeito”, acrescentou Fabiano.

A jornalista Rosa Varjão defende que se envie para o ao Ministério das Comunicações cópias de vários programas desse tipo. “Assim, estes órgãos ficam sabendo dos conteúdos dos programas que estão sendo veiculados nas rádios da Paraíba”. Mabel Dias, Coordenadora de Gênero da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Estado da Paraíba, também faz coro com os indignados em relação aos programas policiais veiculados nas rádios e TV. Para Zezé Béchade, assessora de comunicação. “Anacleto merece ser banido dos meios de comunicação, mas os culpados também são todos os envolvidos na produção e veiculação desse tipo de programa”.

“Precisamos agir, ou seja, reagir a estes caras de pau. Vamos nos mobilizar e ir às ruas contra esta mídia marrom. Ética não pode ser confudida com falsa liberdade de expressão e comunicação”, disse Fernanda Benvenutty, do movimento LGBT da Paraíba.

Fonte: www.radiozumbifm.blogspot.com