segunda-feira, julho 11, 2011

Ilê distribui sacolas retornáveis

Mãe Tuca, ao cento, desenvolve trabalhos de preservação ambiental

No último dia 08/07, a Casa de Cultura Ilê Asé D’Osoguiã (IAO), realizou a distribuição de sacolas retonáveis para mulheres das comunidades do entorno de Paratibe, na zona sul de João Pessoa. "Calcula-se que 14 bilhões de sacolinhas sejam distribuídas nos estabelecimentos comerciais do país a cada ano - para então serem descartadas pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição ambiental", comenta Mãe Tuca d'Osoguiã, que coordena o projeto.

Criada em 20 de janeiro de 2007, a Casa de Cultura, pretende difundir a cultura afrobrasileira, como representante de comunidades de terreiros de matrizes africanas, desde 25 de Maio de 1998 , registrada na Federação dos Cultos Afrobrasileiros da Paraíba e como instituição de utilidade pública, sem fins lucrativos, promover a inclusão social, a humanização e integração dos povos, defesa dos bens sociais e coletivos ao meio ambiente, projetos educacionais e esportivos.

terça-feira, julho 05, 2011

Quilombolas serão priorizados pelo INCRA

O INCRA vai ampliar suas ações junto às comunidades quilombolas na Paraíba. A garantia foi feita ontem pelo novo superintendente do órgão, Lenildo Dias Morais, durante a solenidade de posse em João Pessoa. “Vamos fazer um trabalho permanente, vamos fazer com que o INCRA se aproxime mais dessas comunidades e faça mais ações voltadas para as comunidades quilombolas”, disse.
Lenildo: olhar especial para quilombolas (Fotos: Dalmo Oliveira)


Com um evento bastante concorrido, o auditório da autarquia, no Bairro dos Estados, ficou pequeno para a quantidade de convidados. Entre as autoridades presentes, destaque para todos os deputados petistas a começar pelo Frei Anastácio, ex-superintendente do órgão, acompanhado de Luciano Cartaxo e  de Anísio Maia. O deputado Branco Mendes (DEM) também compareceu. O staff  da Secretaria de Agricultura também compareceu em peso. Presenças também do superintendente federal da Agricultura no Estado da Paraíba, Hermes Barbosa, do superintendente da Conab, Ângelo Viana, da chefe adjunta de administração da Embrapa Algodão, Maria Auxiliadora Lemos, e de várias lideranças dos movimentos sociais ligados à questão da terra.

Dilei Aparecida Schiochet, representante do MST na Paraíba, lembrou que “a reforma agrária é a grande bandeira que nós temos pra resolver os problemas sociais desse país.  Você assume a bandeira mais radical que a esquerda tem nesse país, que é a democratização da terra”.
Dilei: "Direita quer enterrar reforma agrária" 

Marenilson Batista, secretário de agricultura da Paraíba, destacou a militância sindical que os dois tiveram no SINPAF e revelou que, no período em que Lenildo trabalhou noutros estados, sempre acalentou o sonho de voltar à Paraíba. Batista apontou alguns desafios ao novo gestor. O primeiro relacionado ao caráter de servidor público do cargo. O segundo ponto é da necessidade de interagir com outros órgãos e setores sociais, entendendo que as políticas públicas para reforma agrária não devam ficar restritas ao INCRA e ao MDA. Destacou ainda que o Governo Ricardo Coutinho é parceiro da agricultura familiar.

Batista: colega da Embrapa comandando agricultura do Estado
Lenildo Morais começou seu discursou destacando o papel dos servidores do INCRA, dizendo que eles desempenham uma atividade de Estado e que muitas vezes não são compreendidos. “A pauta desta instituição vai ser positiva”, assegurou Morais. “A implementação da pauta de uma instituição como o INCRA requer muita articulação. Lenildo citou o geógrafo Milton Santos: “O assentamento é um espaço político!”. Ele disse reconhecer que dentro dos assentamentos da reforma agrária ocorre o modo de vida dos agricultores, com toda sua diversidade.  Ele garantiu que vai ser um aliado dos servidores e que pretende administrar com ousadia.

Ele disse que o gestor anda sobre o fio da navalha, observado pelos órgãos de controle. “Não pode cair nem prum lado, nem por outro e nem pode se cortar!”, ponderou. Morais reforçou seu compromisso com a eficiência, com a celeridade e com transparência. “Vamos estabelecer vários colegiados aqui dentro”, asseverou. Ele também disse que vai estipular metas para todos os setores do INCRA e outros parâmetros de gestão, para dar respostas aos movimentos e à sociedade. Por fim, Lenildo disse que pretende contribuir com o desenvolvimento do campo com sustentabilidade, respeitando sua diversidade e a convivência com o Semiárido. 

segunda-feira, julho 04, 2011

A mulher e a comunicação

por Valdívia Costa#
  
  


Muitas coisas ainda faltam ser feitas na área de comunicação na Paraíba. Temos relatado o destrato com nossa classe desde 2008, primeiro com o movimento Novos Rumos. Apesar de bem desacreditados de mudanças temos nos mantido nas medidas impossíveis da fronteira com a inexistência. Mesmo com essa surrada profissão, estamos emergindo. Uma parte, mulheres.

São muitas que estão se posicionando no mercado. Parecem ser destemidas. Os homens, menos inovadores, estão perdendo cargos de presidências, secretarias... Mas não nos enganemos. As mulheres carregam mais ou menos interesse em mudar alguma coisa?

Acreditamos que estamos num caminho mais claro. Antes deve ter havido outros encontros. Mas só podemos relatar o que presenciamos, como boa apuradoras. Por isso notamos que, desde 2007, as comunicólogas começaram a se unir em eventos na Paraíba. Hoje partimos para mais uma jornada que mistura conhecimento e cultura, duas vertentes nas quais bebemos e pelas quais somos isso que somos.

Ressaltamos a garra das jornalistas Mabel Dias e Fabiana Veloso que colocaram a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária da Paraíba (Abraço-PB) num grande movimento. As duas fazem parte das coordenações de Gênero e Comunicação da entidade e bolaram o I Encontro de Comunicadoras Comunitárias e o Seminário para Jornalistas para o próximo sábado, dia 9. O tema é lilás também: “Mulher, democratização da comunicação e controle social na Paraíba”. 


Segundo as organizadoras, o Encontro representa um espaço de discussão das novas tecnologias sociais. É um momento de difusão de novos conhecimentos, como o desenvolvimento social e comunitário dos meios de comunicação.
São encontros como este que fazem a comunicóloga compartilhar um pouco do que sabe, além de interagir com as colegas e trocar novas ideias, tudo como num imenso Facebook. Antes, vimos a área de comunicação silenciada. Percebe-se que as nossas antepassadas colegas esperavam os eventos mais generalizados, voltados para todos os profissionais de comunicação. Que se resumiam nessas festas fakes de fim de ano. 

Agora é diferente. A nova leva de jornalistas, principalmente as que atuam em redação, estão com tudo nos discursos sobre as vertentes mais atuais da área. Como as meninas que vão se apresentar no Encontro, as jornalistas Silvana Torquato, Bia Barbosa, Janaíne Aires e Wanessa Veloso. Até a super atarefada deputada federal Luiza Erundina, da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal, estará no evento.

Em meio a tudo, um lançamento de um livro, “Mulheres em pauta – gênero e violência na agenda midiática”, de Sandra Raquew. A radialista Denise Viola, as professoras Ana Veloso e Glória Rabay também estão na programação. O evento tem a importante parceria das secretarias Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, de Comunicação da Paraíba e Chefia de Gabinete da prefeitura de João Pessoa.
SERVIÇO:
Dia: 9
Hora: a partir das 9h
Local: PBTur, Tambaú, João Pessoa-PB
Inscrições: abracoparaiba@gmail.com
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 #Valdívia Costa é jornalista, blogueira e produtora cultural

sábado, julho 02, 2011

Tulipa expõe seu jardim poético em Jampa

O show de Tulipa Ruiz no projeto "Som das Seis", ontem, no teatro de arena do Espaço Cultural, caiu como uma grata surpresa na cena local. Até às 19h30 o público minguado daria a impressão que a divulgação não foi bem feita e que haveria uma frustração de platéia para aquela que é hoje um dos principais nomes da nova música alternativa brasileira. Mas não foi o que ocorreu! Quando a moça subiu ao palco quase todas as cadeiras já estavam preenchidas com uma plateia majoritariamente juvenil de neo-universitários ávidos em ver de perto a cantora paulista que em pouco mais de dois anos se transformou numa espécie de tradutora do contemporâneo modo de vida da juventude urbana tupiniquim.
Ruiz: lirismo no rock (Foto: Fabiana Veloso)
Com uma performance pouco convencional, Ruiz se dependura ao microfone como quem canta ao ouvido de um amigo antigo e íntimo. Em vários momentos ela canta de costas para a platéia. Num dado momento, Tulipa resolveu se deitar, usando uma caixa de retorno como travesseiro. Num palco afundado numa arena, sobre um tablado a poucos centímetros do piso, a cantora aproveitou para se misturar à orda de adolescentes que a venerava à beira do palco. Em algumas canções ela passou o microfone para os fans.
É difícil defnir um estilo para a música que Tulipa Ruiz faz, mas, com certeza, ela pode ser chamada de rocker pela postura estravagante e a anti-imagem de "musa" pop.
O show de Tulipa foi prejudicado diversas vezes. Primeiro pelo atraso no início, consequência, segundo os organizadores, de um defeito no gerador de força alugado pelos promotores. Durante o show o microfone da cantora apresentou falha. Nos bastidores, o secretário de cultura de João Pessoa, Milton Dornellas, cometeu a indelicadeza de dizer pessoalmente à visitante que não conhecia suas músicas e que teve de recorrer à internet para saber algo mais sobre Tulipa Ruiz.

Bem, de qualquer foma, acho que ela voltou pra Sampa bem impressionada com a cidade, principalmente pela receptividade apaixonada dos fans paraibanos. Outra coisa boa foi a escolha da banda que abriu para Tulipa: Baião de Três, o power trio comandado por Hercílio Antunes, mostrou porque a Paraíba continua mantendo sua tradição como celeiro de talentos musicais.

sexta-feira, julho 01, 2011

Juventude negra prepara participação em evento nacional

A Articulação de Juventude Negra da Paraíba (AJN/PB) realiza no próximo dia 09 de julho, às 14 horas, no auditório do Sintricom, localizado na Rua Cruz Cordeiro, 75, Varadouro, próximo à Central de Polícia, reunião para preparação da etapa estadual do o 2º Encontro Nacional de Juventude Negra – ENJUNE que está previsto para o mês de dezembro deste ano. Maiores informações com Priscila Estevão, pelo fone 8650-1858, emial: priscilaestevao@rocketmail.com, ou com Paulinha d’Oxum, pelo fone 8670-9201 ou pelo email: paulinhadeoxum@hotmail.com.


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Direito reprodutivo para mulheres negras
Mulheres negras podem desenvolver mais gravidez de risco
A Bamidelê (Organização de Mulheres Negras na Paraíba) realiza em julho mais um módulo do projeto “Fortalecendo a luta pelos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres negras”, visando a formação, direcionados às mulheres negras urbanas e rurais, e deverá capacitar cerca de 30 mulheres, entre lideranças comunitárias, estudantes, quilombolas e trabalhadoras domésticas sobre a questão da mortalidade materna e do aborto.
Dados da Secretaria de Saúde da Paraíba revelam que, nos últimos cinco anos morreram 109 paraibanas durante a gestação, o parto ou até quarentena e dois dias após o término da gravidez. A razão da mortalidade materna entre os anos de 2005 a 2008, estaria entre cerca de 45 a 62 mulheres para 100 mil nascidas vivas. As regiões Nordeste e Centro-Oeste são onde se registram os maiores índices de mortalidade materna.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mortalidade materna é a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independente da duração ou da localização da mesma, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela. 
Com informações de Mabel Dias, Assessora de Imprensa Bamidelê. Fone de contato: 8866-2401